Reflexão nº54 – A harmonia perfeita de todas as coisas

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Foto: www.morguefile.com

“A vontade é a meta que se conquista quando se superam as dificuldades com valor e inteligência”, Para se conhecer melhor, Delia Guzmán

O que mais me impressiona sobre o destino é que ele nos arrasta de maneira implacável até mesmo quando lutamos para escapar dele. Sinto que tudo que cada um de nós vive faz parte de um plano perfeito que tem como maior objetivo nosso desenvolvimento, nossa evolução enquanto seres dotados de consciência.

Nunca me pareceu que pudéssemos ser fruto do mero acaso, mas o milagre de nossa criação torna-se apenas um detalhe (fundamental) quando penso na complexidade de uma única vida durante sua estada por aqui. Cada ação que realizamos tem um desdobramento sobre o outro. Cada ação que o outro realiza esbarra em nós de alguma forma. Tudo está conectado.

A harmonia perfeita dos acontecimentos que nos cercam e nos invadem (mesmo em meio à “tragédia”) só evidencia ainda mais a existência de uma inteligência divina por trás disso. Nada se perde quando enxergamos a vida como mestra, não como inimiga (Delia Guzmán).

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Reflexão nº 51 – A preguiça das tardes de chuva

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As tardes de chuva lembram minha infância. A água escorrendo sobre o vidro da janela. O barulho da água no atrito com o chão. O cheiro de mato molhado no quintal. São tardes de preguiça sem peso na consciência.

O sol nos expulsa de casa. Me dá uma certa sensação de “culpa” passar uma tarde de sol sem ver o mundo que há para além dos limites do meu próprio mundo. Nas tardes de chuva essa sensação se esvai. Há um bom pretexto para permanecer dentro de casa. Sem fazer absolutamente nada.

Talvez, os dias de chuva, frios e nublados, não sejam por acaso. A sabedoria da natureza nos oferecendo um descanso merecido e necessário para repor as energias. Nos deixar carregados novamente para os dias de sol. Um momento para refletir sobre a razão de corrermos tanto nos dias de sol.

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Reflexão nº 48 – A lagarta que não queria virar borboleta

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Mesmo sabendo que aquela mutação fazia parte do seu ciclo natural, nossa amiga lagarta estava com medo de virar borboleta. Ela já havia se habituado a ser uma lagarta. Rastejar pelos galhos, comer folhas, gostava da sua rotina e do ambiente que habitava. No fundo, era isso. Ela não queria mudanças.

Primeiro, ficar dentro de um casulo parecia algo claustrofóbico demais. “E se faltar o ar? Uma vez lá dentro, terei que esperar o processo todo acabar. Não sei se consigo”. Segundo, voar parecia uma experiência arriscada demais, que escapava do seu universo seguro. “E se eu cair em meio a um voo? Se eu não aprender a voar? Como será essa nova vida?”.

Por mais que o medo seja um componente importante para a preservação da vida, ela estava passando da conta. Naquela situação, o medo estava tomando conta dela, paralisando-a, impedindo que seguisse seu processo evolutivo, seu destino. Aquilo não era bom. Sem se dar conta disso, nossa amiga lagarta já estava dentro de um casulo, o casulo da sua própria ignorância.

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Reflexão nº 45 – Sobre a fé (em nós mesmos)

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Por Carolina Rodrigues*

Outra dia assisti a um filme, em que um menininho contava uma piada:

Um homem estava se afogando. Passa um barco e os marinheiros lhe jogam uma boia. “Não, obrigado, Deus vai me salvar!”. O barco vai embora. Dali a pouco, surge outro barco e seus ocupantes tentam novamente ajudá-lo, em vão: “Deus vai me salvar!”. E o segundo barco também segue seu rumo. Não muito depois, o homem enfim morre afogado. Chegando ao céu, ao encontrar-se com Deus, lhe pergunta: “Deus, por que você não me salvou?”. Ele responde: “eu te mandei dois barcos, seu idiota!”.

Achei a historinha engraçada e espirituosa. Passou.

Então, algumas semanas depois, alguns acontecimentos fizeram com que ela voltasse à minha memória.

Por que o ser humano adora depositar o destino de sua vida nas mãos de uma suposta divindade?

Muitos estudos revelam que quem tem fé vive mais. E acho ótimo uma pessoa confiar numa energia superior. De certa forma isso é tranquilizador.

Mas, pra mim, o problema está em quando você joga toda a responsabilidade da sua vida nessa força externa.

Exemplo: a pessoa está desempregada, louca para arrumar um emprego. Decide acender uma vela de 7 dias para algum santo milagroso. E passa 80% do tempo livre no sofá, assistindo à TV e esperando o milagre bater em sua porta.

O ser humano faz isso demasiadamente.

É fácil pedir. Difícil é correr atrás.

Então, se você quer alguma coisa, qualquer coisa, faça por onde. Acenda sua vela e vá à luta.

Sobre a autora: Carolina Rodrigues, jornalista, 27 anos, caiçara. Adora reuniões familiares calorosas e seu maior sonho é ser mãe. Autora e criadora do blog Cantinho.

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Tudo pode, nada pode.

É apenas uma questão de ponto de vista.

Não é porque preciso, mas porque tenho direito.

Não é pelo desejo, mas pela vontade.

Não é pelo prazer, mas porque me faz feliz.

Não é por obrigação, mas porque me faz bem.

Não é por imposição, mas porque me comprometi comigo.

Nem tanto pelo corpo, mas porque alimenta a alma e o espírito.

A verdadeira liberdade é a tomada de consciência.

Mentir é, antes de tudo, enganar a si mesmo.

Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, mas preferi escrever mesmo.

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