Reflexão nº 23 – O poder de parar o tempo: um gol como Pelé

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Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC

O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé, Carlos Drummond de Andrade

Quando Neymar arrancava para um gol, sentíamos que ia marcar. A energia que ele transmitia não deixava dúvidas. Logo que ele pegava na bola e iniciava a corrida, sabíamos que aquele lance ia terminar no fundo das redes. Era como se aquele gol já existisse no “mundo das ideias” de Neymar. Ele apenas materializava o feito, tornava ele concreto aos nossos olhos.

Assim, nossa comemoração nascia no momento em que ele tocava na bola com aquela vibração que já conhecíamos. À medida que ele se aproximava do ápice, do ato final, a comemoração ia tomando corpo, crescendo. E, de dentro para fora, explodia quando a bola cruzava a linha do gol.

Neymar desafiava a física, fazia o tempo parar por um instante. Na fração de segundo seguinte, o estádio inteiro vinha abaixo.

O dom de congelar o tempo e fazer com que um momento se torne inesquecível parece andar de mãos dadas com nossa verdadeira vocação. Essa capacidade é, certamente, um dos “lances” da genialidade que cada um de nós carrega.

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Reflexão nº 21 – “Se eu estiver atrapalhando, você fala, tá?”

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Fotos: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC

Procura para teu descanso a consciência do teu Eu Real, a Verdade eterna. Deixa longe de ti os cuidados mundanos e a avidez de possessões materiais. Concentra-te em ti mesmo, e não te entregues às ilusões do mundo finito, “Bhagavad-Gîtâ: a mensagem do mestre”

Uma das partes boas de se trabalhar no Santos FC é que, a qualquer momento, você pode cruzar com um ídolo do clube pelos corredores da Vila. Durante parte do período que lá estive, duas ou três vezes por semana, o Pepe nos dava esse prazer. Ele entrava na sala do departamento de Comunicação, cumprimentava a todos com sua “fofura” e sentava para contar histórias.

Sempre servíamos para ele um chá de máquina que o Canhão da Vila adora. A partir dali, com toda sua sabedoria, compartilhava conosco suas memórias, lembranças de uma trajetória vivida com plenitude dentro e fora dos campos.

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Reflexão nº 16 – Eu, a Vila e um professor

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Foto: Vinicios Oliveira

Os dias frios e nublados eram os mais difíceis de sair da cama. O sol empurra a gente para fora de casa. A chuva e o céu fechado dão preguiça, vontade de não fazer nada, passar o dia jogado no sofá.

Eu tinha um horário flexível para entrar no Santos FC e também já havia me acostumado com a rotina, disso eu não podia reclamar. O maior problema é que, como editor do site do clube, eu passava a maior parte do dia em frente a um computador. Essa rotina acabava comigo. Era sufocante. Eu precisava de ar livre, movimentar meu corpo.

Com o tempo, quase sem querer, descobri que as arquibancadas da Vila eram um bom lugar para encontrar ar puro. De lá, eu enxergava o estádio de cima, com amplitude. Ali, eu respirava, andava um pouco e pensava na vida. Olhava para o céu e relaxava. Era meu momento de meditação, reflexão.

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