Reflexão n° 42 – “Novembro de 63” e os perigos da viagem no tempo

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O livro “Novembro de 63”, de Sthepen King, me fez pensar sobre a viagem no tempo. Em particular, os “perigos” dela. Na narrativa, o professor de inglês Jake Epping volta no tempo para tentar evitar a morte do presidente norte-americano John Kennedy. Na trama, a viagem no tempo sempre leva o professor ao ano de 1958, o que lhe dá a chance de “corrigir” outras coisas antes do evento que o levou, de fato, a voltar no tempo (Tenho curiosidade de ver como o livro ficaria retratado em um filme).

Mesmo se tratando de uma ficção, é interessante observar os desdobramentos que uma mudança no passado provoca no tempo presente. O tal efeito borboleta. Até mesmo um ato que pretende corrigir uma injustiça, um crime ou um erro qualquer. As consequências fogem do controle de Jake Epping.

A impressão que tenho é que as consequências também fugiriam do controle de qualquer protagonista do mundo real caso pudéssemos voltar ao passado. Não acredito que nos daríamos bem brincando de viajantes do tempo. Os resultados poderiam ser catastróficos.

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Reflexão nº 33 – Viagem no tempo: os homens do futuro

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Foto: www.morguefile.com

O ano é 2051. Um futuro não muito distante. A viagem no tempo se torna possível.

Os cientistas decidem que o primeiro experimento será uma viagem de volta ao passado. Nada mais justo. Presentear um dos pais da viagem no tempo fazendo dele um viajante do tempo. Dar a ele a chance de ver com os próprios olhos que suas teorias haviam se concretizado.

No passado, quando os homens do futuro se apresentaram, ele logo entendeu a mensagem. Não foi preciso muita explicação. Eufórico e ansioso, apenas falou para a mulher que teria que viajar a trabalho. Provavelmente, passaria um mês fora. Em um lugar em que estaria incomunicável. Assim, fez as malas e partiu.

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Reflexão nº 29 – “Questão de tempo” e o significado da vida

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Fonte: Divulgação Universal Pictures

Imagine como seria ter a chance de viver sua vida toda de novo. Passar por tudo que já passou. Como lidaria com as mesmas situações? Que decisões tomaria? Essa é reflexão proposta por “Questão de tempo” (About time, 2013, direção: Richard Curtis), “uma comédia sobre amor, viagens no tempo e o significado da vida”, segundo as palavras do diretor, Richard Curtis (roteirista de “Quatro Casamentos e um funeral”, “O Diário de Bridget Jones” e “Um Lugar chamado Notting Hill”).

Tim (Domhnall Gleeson), protagonista do filme, herda do pai (Bill Nighy) o dom da viagem no tempo. Assim, tem a chance de voltar a momentos do passado tantas e quantas vezes quiser, interferindo diretamente nos rumos da sua vida no tempo presente. Com muita leveza e espirituosidade, pai e filho nos conduzem por essa trama que também conta com Rachel McAdams (Mary), par romântico de Tim.

“Questão de tempo” dá uma sensação que a gente não quer que passe. Somos envolvidos por um clima otimista e inspirados a enxergar sempre o lado bom das coisas, rir dos problemas, ver graça na vida. Mais do que isso, o filme nos inspira a colocar em prática esse olhar espirituoso para com a vida.

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