Reflexão nº 48 – A lagarta que não queria virar borboleta

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Foto: www.morguefile.com

Mesmo sabendo que aquela mutação fazia parte do seu ciclo natural, nossa amiga lagarta estava com medo de virar borboleta. Ela já havia se habituado a ser uma lagarta. Rastejar pelos galhos, comer folhas, gostava da sua rotina e do ambiente que habitava. No fundo, era isso. Ela não queria mudanças.

Primeiro, ficar dentro de um casulo parecia algo claustrofóbico demais. “E se faltar o ar? Uma vez lá dentro, terei que esperar o processo todo acabar. Não sei se consigo”. Segundo, voar parecia uma experiência arriscada demais, que escapava do seu universo seguro. “E se eu cair em meio a um voo? Se eu não aprender a voar? Como será essa nova vida?”.

Por mais que o medo seja um componente importante para a preservação da vida, ela estava passando da conta. Naquela situação, o medo estava tomando conta dela, paralisando-a, impedindo que seguisse seu processo evolutivo, seu destino. Aquilo não era bom. Sem se dar conta disso, nossa amiga lagarta já estava dentro de um casulo, o casulo da sua própria ignorância.

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Reflexão n° 39 – “À procura da felicidade”

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“Se tiver um sonho, tem de protegê-lo (…). Se quiser algo, vá buscar”, Chris Gardner, “À procura da felicidade”

Persistir, persistir, persistir e, independente dos obstáculos, continuar tentando até alcançar seu sonho. Essa é a mensagem principal de “À procura da felicidade” (The Pursuit of Happyness, 2006, direção de Gabriele Muccino), um exercício de fé e esperança.

“Graças” a um problema na bateria do meu notebook, recentemente, tive a chance de assistir ao filme pela segunda vez. Isso aconteceu enquanto usava o note de uma amiga para uma sobrecarga na minha bateria (quase uma barriga de aluguel entre computadores). Como não acredito em coincidências e nem no acaso, creio que a essência da mensagem do filme tivesse algo a me dizer.

Estrelado por Will Smith e Jaden Smith, seu filho na vida real, o filme narra uma trajetória de superação inspirada na vida do empresário norte-americano Chris Gardner. Um pai solteiro que luta para sobreviver em meio a adversidades financeiras que chegam a deixar ele e o filho desabrigados.

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Reflexão nº 25 – “Conhecer-se, vencer-se e conquistar-se”

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“Oh, do you speak in english?”

Quando você está longe de “casa”, uma maneira de quebrar o gelo é cumprimentar os surfistas que estão na água. Naquela tarde, com um sorriso no rosto e uma expressão de alívio, um norte-americano de San Diego respondeu meu “Hi” com essa frase. Nosso breve diálogo dentro da água aconteceu em uma praia chamada Popoyo, na Nicarágua, na América Central.

A gente vê Popoyo do alto de um penhasco. É um visual incrível. Apesar de termos entrado na água apenas à tarde, eu e meu parceiro de viagem Bruno Amodio já havíamos passado por ali de manhã. O mar estava começando a funcionar, mas o excesso de surfistas (crowd, na gíria do surf) nos afastou.

Àquela altura da viagem, já havíamos enfrentado crowd e mar pesado em duas praias chamadas Puerto Sandino e Punta Miramar. Chegamos a ver Sandino funcionando com 7 pés (2,1 metros). Um pouco assustador para um cara habituado a surfar ondas de, no máximo, 4 pés (1,5 metro). Por isso, naquele momento, já buscávamos paz e tranquilidade.

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