Reflexão nº 59 – Maus pensamentos, um alien difícil de matar

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Crédito: www.morguefile.com

Eu não sei de onde ele veio, nem como apareceu. Aquela cena parecia um misto de realidade e fantasia, um desses universos paralelos para onde somos levados enquanto sonhamos.

Por mais que eu tente, não consigo me lembrar plenamente de sua forma primeira. Algo parecido com uma minhoca, mas de cor preta. Parecia um ser alienígena.

Eu sabia que aquilo não era bom, que precisava matá-lo. Talvez fossem minhas memórias de tantos filmes de ficção científica que me deixaram alerta. Me ajudaram a fazer uma leitura rápida da situação.

Sem pensar muito, pisei naquilo com meu tênis, mas, para meu desespero, ele ou ela não morreu. Aquela coisa se misturou ao meu calçado enquanto eu pisava nela. Penetrou meu cadarço, começou a se mover por dentro dele. Era simplesmente assustador.

Arranquei o tênis o mais rápido que pude, com muito medo que aquela coisa pudesse invadir meu corpo também. Se misturasse às minhas células, caísse em minha corrente sanguínea.

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Reflexão n° 39 – “À procura da felicidade”

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“Se tiver um sonho, tem de protegê-lo (…). Se quiser algo, vá buscar”, Chris Gardner, “À procura da felicidade”

Persistir, persistir, persistir e, independente dos obstáculos, continuar tentando até alcançar seu sonho. Essa é a mensagem principal de “À procura da felicidade” (The Pursuit of Happyness, 2006, direção de Gabriele Muccino), um exercício de fé e esperança.

“Graças” a um problema na bateria do meu notebook, recentemente, tive a chance de assistir ao filme pela segunda vez. Isso aconteceu enquanto usava o note de uma amiga para uma sobrecarga na minha bateria (quase uma barriga de aluguel entre computadores). Como não acredito em coincidências e nem no acaso, creio que a essência da mensagem do filme tivesse algo a me dizer.

Estrelado por Will Smith e Jaden Smith, seu filho na vida real, o filme narra uma trajetória de superação inspirada na vida do empresário norte-americano Chris Gardner. Um pai solteiro que luta para sobreviver em meio a adversidades financeiras que chegam a deixar ele e o filho desabrigados.

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Reflexão n° 35 – “A Vida Secreta de Walter Mitty”: pare de sonhar, comece a viver

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Durante parte da infância, o desenho “Fantástico mundo de Bobby” e o seriado “Mundo da Lua”, da TV Cultura, foram alguns dos meus programas favoritos. Quando criança, muitas vezes, me sentia como Bobby ou como Lucas Silva & Silva: “Planeta Terra chamando! Planeta Terra chamando!”. Deixando minha imaginação me levar aonde ela quisesse. No meu mundo de sonhos, podia ser e fazer o que quisesse. Não havia limites.

Fui crescendo e descobri que, para que sonhos se tornem realidade, é preciso ação. Não há outro caminho. Do contrário, as coisas vão continuar acontecendo apenas no plano da fantasia. O que, no fundo, traz mais frustração que satisfação. Essa é a mensagem principal de “A Vida Secreta de Walter Mitty” (“The Secret Life of Walter Mitty”, 2013): pare de sonhar, comece a viver!

Dirigido e estrelado por Ben Stiller, o filme nos conduz por uma narrativa inspiradora ao som de Queen (“Bohemian Rhapsody”), David Bowie (“Space Oddity”) e Of Monsters and Men (“Dirty Paws”). Só pela trilha sonora já valeria, mas o filme é muito bom! Misturando aventura e drama com leveza e bom humor.

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Reflexão nº 17 – Um sonho sobre o mundo

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(…) quando analisamos o conceito de vocação, ele não é mais do que (…) a convocação de cada cidadão para aportar na sua sociedade com o que de forma mais inteligente e melhor sabe e pode fazer pelos demais, “A vocação nossa de cada dia”, Michel Echenique 

Imagine como seria viver em um mundo em que os finais de domingo não são depressivos, nem as segundas-feiras são desanimadoras. Todos os dias seriam como as sextas-feiras, estaríamos altamente motivados. Não necessariamente porque o dia seguinte é sábado, mas porque todos os dias sairíamos da cama para realizar exatamente aquilo que nascemos para fazer.

Um mundo em que as pessoas pudessem desempenhar sua verdadeira vocação, em que fazer o que se gosta não é exceção, mas regra. Esse processo poderia representar o fim de algumas profissões, mas, se nesse mundo não houvesse mais lixeiros, por exemplo, aprenderíamos desde cedo a cuidar do próprio lixo. Aprenderíamos a ter responsabilidade pelos próprios atos, por tudo que produzimos, consumimos e desperdiçamos.

Certamente, esse mundo também daria nascimento a outras profissões. Aptidões e qualidades que, muitas vezes, nem sonhamos que poderiam ser uma profissão. Esse mundo valorizaria o que há de melhor em cada um de nós, respeitando nossos limites e nos incentivando a alçar voos mais altos no campo da nossa vocação. Desde cedo, aprenderíamos a nos conhecer, enxergar nossas qualidades e defeitos.

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