Reflexão n° 41 – Máquina de lavar alma

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Foto: www.morguefile.com

“Máquina de lavar alma”. Li essa frase em uma revista de surfe há alguns anos. Ela era a legenda de uma foto: um surfista dentro de um tubo. A foto e a legenda resumem bem a sensação de um banho de mar.

A sensação que tenho é que o mar proporciona um novo nascimento cada vez que entramos e saímos dele. Se a gente se permite, um mergulho no mar renova as energias, acalma, traz equilíbrio. É como se a água salgada me colocasse em conexão comigo e, logo, com Deus.

Dentro da água, todos as coisas ganham devida proporção. Monstros gigantes ficam tão pequenos que quase deixam de existir. Vitórias que, a princípio parecem pequenas, de repente nos invadem de felicidade, uma energia que preenche cada espaço da nossa existência.

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Reflexão nº 40 – “Interestelar”: quem pode nos proteger de nós mesmos?

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“Posso te proteger de tudo, menos de você mesmo”

Um homem se vê no passado. Tenta, desesperadamente, convencer a si próprio a escolher um outro caminho. Tomar uma decisão diferente daquela que o havia colocado naquela situação no tempo presente. Nessa tentativa, pede a ajuda da filha. Mas, no passado, nem mesmo ela foi capaz de demovê-lo daquela escolha. Ele estava tão cego e obcecado que ninguém seria capaz de impedí-lo, nem ele próprio, ainda que em outro tempo e espaço.

De fato, ninguém pode nos proteger de nós mesmos. A primeira vez que pensei sobre isso foi por conta da minha mãe. “Posso te proteger de tudo, menos de você mesmo”. Aquela frase doeu. Doeu pensar sobre nossa impotência para proteger o outro, aquele que amamos, dele mesmo. Além disso, quando estamos cegos e obcecados, nossa consciência também não é capaz de nos salvar de nós mesmos.

O momento que descrevi no início desse texto é uma das cenas emblemáticas do incrível “Interestelar” (“Interstellar”, 2014, direção de Christopher Nolan). Estrelado por nomes como Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain e Matt Damon, o filme é muito mais que uma obra de ficção científica. É repleto de momentos de relexão sobre a vida e nossa existência, tudo permeado por belíssimos efeitos especiais.

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Reflexão n° 35 – “A Vida Secreta de Walter Mitty”: pare de sonhar, comece a viver

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Durante parte da infância, o desenho “Fantástico mundo de Bobby” e o seriado “Mundo da Lua”, da TV Cultura, foram alguns dos meus programas favoritos. Quando criança, muitas vezes, me sentia como Bobby ou como Lucas Silva & Silva: “Planeta Terra chamando! Planeta Terra chamando!”. Deixando minha imaginação me levar aonde ela quisesse. No meu mundo de sonhos, podia ser e fazer o que quisesse. Não havia limites.

Fui crescendo e descobri que, para que sonhos se tornem realidade, é preciso ação. Não há outro caminho. Do contrário, as coisas vão continuar acontecendo apenas no plano da fantasia. O que, no fundo, traz mais frustração que satisfação. Essa é a mensagem principal de “A Vida Secreta de Walter Mitty” (“The Secret Life of Walter Mitty”, 2013): pare de sonhar, comece a viver!

Dirigido e estrelado por Ben Stiller, o filme nos conduz por uma narrativa inspiradora ao som de Queen (“Bohemian Rhapsody”), David Bowie (“Space Oddity”) e Of Monsters and Men (“Dirty Paws”). Só pela trilha sonora já valeria, mas o filme é muito bom! Misturando aventura e drama com leveza e bom humor.

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Reflexão nº 34 – Respirando novos ares: saindo da zona de conforto

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Foto: www.morguefile.com

Por Thaís Carneiro*

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sempre assusta quando chegamos no último ano. Mas, para mim, foi uma experiência incrível. Meu grupo e meu orientador foram ótimos. Claro que tiveram todas aquelas loucuras, porém eu adorava o que estava fazendo e amei ver o resultado que ficou.

Por questões de decisões da vida (uma transferência de faculdade no meio do curso), eu ainda precisava cursar seis meses da faculdade após entregar o TCC. Ou seja, no primeiro semestre de 2015, ainda estaria na faculdade frequentando aulas.

E então começou o momento “desânimo” para mim. Não conseguia me inscrever em trainees, estava difícil para alguém me aceitar como estagiária e o ambiente da faculdade nem sempre nos motiva sobre a profissão.

Passei por um momento de dúvidas (se mudava de profissão ou não), mas algo em meu coração dizia: “Não desista!”.

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Reflexão nº 33 – Viagem no tempo: os homens do futuro

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Foto: www.morguefile.com

O ano é 2051. Um futuro não muito distante. A viagem no tempo se torna possível.

Os cientistas decidem que o primeiro experimento será uma viagem de volta ao passado. Nada mais justo. Presentear um dos pais da viagem no tempo fazendo dele um viajante do tempo. Dar a ele a chance de ver com os próprios olhos que suas teorias haviam se concretizado.

No passado, quando os homens do futuro se apresentaram, ele logo entendeu a mensagem. Não foi preciso muita explicação. Eufórico e ansioso, apenas falou para a mulher que teria que viajar a trabalho. Provavelmente, passaria um mês fora. Em um lugar em que estaria incomunicável. Assim, fez as malas e partiu.

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Reflexão nº 32 – “Click” e o piloto automático

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“Click” (2006) deveria ser um filme de comédia, não é? Então por que quase chorei no meio do filme? Não sei se isso aconteceu com mais alguém.

Considero incrível essa capacidade dos filmes e dos livros de tratar questões tão importantes por meio de representações que “brincam” com um problema. Quando a gente menos espera, a narrativa nos leva à verdadeira reflexão que pretendia.

Adam Sandler interpreta o protagonista da narrativa. Ele é um funcionário dedicado, marido apaixonado e “super-pai” de dois filhos. Não é preciso ser pai nem marido para saber que nem sempre é fácil equilibrar tudo isso.

Um dia, em uma loja de departamento bem típica dos filmes norte-americanos, um funcionário (Christopher Walken) oferece a ele um controle remoto que lhe permite “brincar” com a própria vida como se ela fosse um filme. Acelerar as partes “chatas”, pausar, tirar o som dos personagens que incomodam.

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Reflexão nº 31 – “A ciência de viver é a arte de amar”

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Foto: www.morguefile.com

“Sobre este axioma a toda hora haverás de meditar: a ciência de viver é a arte de amar”, Rubem Dario

Espírito: Olá, Alma.

Alma: Olá, Espírito. Como é bom ver você.

Espírito: Senti que queria falar comigo.

Alma: Queria mesmo. Tenho procurado me manter atenta e consciente. Mesmo assim, nem sempre é fácil saber a decisão certa a se tomar, como agir. Isso me trava. Fico com medo de errar.

Espírito: Não dê tanto valor à possibilidade de erro. O mais importante é a real intenção das suas ações. Acredite mais na sua intuição. Realize o que sente que é o certo a se fazer.

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Reflexão nº 30 – Nossa imensidão

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Por Carolina Rodrigues*

Andar na praia faz bem. E não só pras pernas, pro coração, pra pele ou pra qualquer outra parte do corpo físico. Faz bem à alma.

Você pode ir com música no ouvido ou não, como preferir. Intercalar com uma corridinha leve ou não, como aguentar. Mas o importante, nesse caso, é estar sozinho. Porque aí você consegue sentir aquela paz e aquela tranquilidade que te preenchem todo o ser.

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Reflexão nº 29 – “Questão de tempo” e o significado da vida

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Fonte: Divulgação Universal Pictures

Imagine como seria ter a chance de viver sua vida toda de novo. Passar por tudo que já passou. Como lidaria com as mesmas situações? Que decisões tomaria? Essa é reflexão proposta por “Questão de tempo” (About time, 2013, direção: Richard Curtis), “uma comédia sobre amor, viagens no tempo e o significado da vida”, segundo as palavras do diretor, Richard Curtis (roteirista de “Quatro Casamentos e um funeral”, “O Diário de Bridget Jones” e “Um Lugar chamado Notting Hill”).

Tim (Domhnall Gleeson), protagonista do filme, herda do pai (Bill Nighy) o dom da viagem no tempo. Assim, tem a chance de voltar a momentos do passado tantas e quantas vezes quiser, interferindo diretamente nos rumos da sua vida no tempo presente. Com muita leveza e espirituosidade, pai e filho nos conduzem por essa trama que também conta com Rachel McAdams (Mary), par romântico de Tim.

“Questão de tempo” dá uma sensação que a gente não quer que passe. Somos envolvidos por um clima otimista e inspirados a enxergar sempre o lado bom das coisas, rir dos problemas, ver graça na vida. Mais do que isso, o filme nos inspira a colocar em prática esse olhar espirituoso para com a vida.

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