Reflexão nº 57 – Mais Mujicas, por favor

“As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar. São coisas das quais você se envergonha, pois as palavras as diminuem – as palavras reduzem as coisas que pareciam ilimitáveis quando estavam dentro de você à mera dimensão normal quando são reveladas. Mas é mais que isso, não? As coisas mais importantes estão muito perto de onde seu segredo está enterrado (…). E você pode fazer revelações que lhe são muito difíceis e as pessoas te olharem de maneira esquisita, sem entender nada do que você disse nem por que eram tão importantes que você quase chorou enquanto as estava contando. Isso é pior, eu acho. Quando o segredo fica trancado lá dentro não por falta de um narrador, mas de alguém que compreenda”, “O Corpo”, Stephen King.

Recentemente, tive a chance de assistir pela segunda vez a uma aula sobre Filosofia da História, um olhar crítico sobre o que nos é contado sobre nosso passado. Essa é uma daquelas aulas que falam com nossa alma. Vê-la de novo foi como ler, ouvir ou assistir a um clássico mais uma vez.

O clássico só melhora. Cada vez que visitamos ele, percebemos um detalhe novo, algo que havíamos esquecido e resgatamos alguma coisa, recobramos nossa consciência. Quem sabe, lembranças da alma de vidas passadas.

Quando se olha a vida em busca de sentido, evolução, a filosofia da história é um dos temas que ajuda a clarear o quebra-cabeça. E quando a gente encaixa uma peça no quebra-cabeça da vida, a luz que se abre é de beleza divina.

Ouvi um exemplo bastante simples durante a aula que me pareceu evidenciar de maneira muito clara o problema que trata a filosofia da história. Um homem sofre um acidente. Perde totalmente sua memória. Deixa de saber quem é. Perde um bem precioso, sua identidade.

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