Reflexão nº 46 – “Não olhe para trás”: por uma vida sem culpa

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O que você faria se descobrisse que, há 40 anos, John Lennon te enviou uma carta? E que as palavras dele poderiam ter feito toda diferença para os rumos da sua vida. Mas você só recebeu a carta agora. Depois que se perdeu, esqueceu o caminho de casa.

Dentro desse contexto, pensei que a culpa seria um sentimento marcante em “Não Olhe Para Trás” (Danny Collins, 2015, direção de Dan Fogelman). Mas me surpreendi (meus pais assistiram ao filme e recomendaram que eu fizesse o mesmo). A carta serve como um despertar de consciência para o personagem vivido por Al Pacino, que decide resgatar sua essência e corrigir os erros do passado. O mais impressionante é que ele não se martiriza pensando nas falhas que cometeu. Apenas foca em mudar e melhorar no presente.

É claro que as coisas não são tão simples assim. Uma das frases de Al Pacino no filme é “Ninguém compra o perdão”. Além disso, tomar consciência não significa não cometer mais erros na vida. Mas a ausência da culpa em todo esse processo me pareceu algo muito sábio na mensagem que o filme transmite.

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Reflexão nº 13 – “Judas” e um jovem em busca de sentido

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Mais adiante, numa curva do caminho, aquela figueira morta está me aguardando. Eu examino cuidadosamente galho por galho, encontro o galho certo e amarro nele a corda, “Judas”, Amós Oz.

Ele tinha certeza que veria o amigo que tanto amava descer da cruz. Por isso, convenceu Jesus a sair da Galileia e rumar com destino a Jerusalém. A libertação da crucificação seria mais um entre tantos milagres que já presenciara o amigo fazer.

Mas não foi isso que aconteceu. As coisas não saíram como Judas imaginara. Pelo contrário, ele viu o amigo sofrer na cruz. Então, questionou a própria fé. Se perguntou se Jesus era de fato filho de Deus. Se ele fosse um homem comum, isso não fazia com que amasse menos o amigo, mas lhe trazia uma culpa imensa pensar que o havia empurrado do precipício.

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