Reflexão nº 18 – Vida, amor e diversão

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Durante um período da vida, eu sonhava em ter um trabalho que girasse em torno do surf e da música, duas atividades que fazem minha alma vibrar. Por isso, eu “invejava” a vida de caras como Ben Harper, Donavon Frankenreiter, G-Love e Jack Johnson. Pensava no quanto eles deviam ser felizes por poderem trabalhar nesse universo.

Nessa fase, meus fins de noite costumavam ser em frente ao computador, vendo clipes e tentando tocar as músicas deles no violão. Em especial, eu gostava muito de ouvir uma música chamada “Life, love & laughter” (veja o clipe no fim do texto), do Donavon. Ela representava justamente o estilo de vida que eu queria ter: viver intensamente, amar muito a vida e dar muitas risadas, ser verdadeiramente feliz.

Não por acaso, fiz uma prancha com essas três palavras escritas nela: life, love e laughter. Algum tempo depois, descobri que o Donavon iria fazer um show no Guarujá. A apresentação aconteceria na praia, em frente ao aquário Acqua Mundo, e seria aberta ao público. Um final de tarde em um dia de semana.

Conversei com meu chefe, na época o Arnaldo Hase, e pedi autorização para sair mais cedo do Santos FC no dia do show. O único detalhe que esqueci foi calcular o tempo do trajeto com trânsito e balsa até o Guarujá.

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Reflexão nº 2 – A menina e o jazz

Enquanto a plateia acompanha atenta a apresentação, um espetáculo à parte rouba a cena. Rompe o silêncio da plateia e encontra sintonia com a harmonia sinfônica do grupo composto por 12 músicos que se apresenta na praça Victor Civita, em São Paulo.

A menina dança, pula, roda e ri. Ri muito. Feliz da vida. Com a pureza infantil, ela não tem vergonha de mostrar o quanto a música lhe solta. Liberta a alma. Traz paz e, ao mesmo tempo, uma vontade de pular, gritar, girar e sorrir.

No silêncio do intervalo entre as canções, de maneira espontânea, solta um: “Acabou?”.

Parece que ninguém aproveitou mais aquele momento sublime que a menina. Livre de “pré” conceitos, livre da repressão, livre do medo de ser feliz e, principalmente, livre do medo de viver. Dançando, pulando, rodando e rindo, assim como todo ser liberto deve ser. Mostrando que a música pode ser um bom remédio para a felicidade.