Reflexão nº 51 – A preguiça das tardes de chuva

rain_on_glass_chuva_janela_agua

Foto: www.morguefile.com

As tardes de chuva lembram minha infância. A água escorrendo sobre o vidro da janela. O barulho da água no atrito com o chão. O cheiro de mato molhado no quintal. São tardes de preguiça sem peso na consciência.

O sol nos expulsa de casa. Me dá uma certa sensação de “culpa” passar uma tarde de sol sem ver o mundo que há para além dos limites do meu próprio mundo. Nas tardes de chuva essa sensação se esvai. Há um bom pretexto para permanecer dentro de casa. Sem fazer absolutamente nada.

Talvez, os dias de chuva, frios e nublados, não sejam por acaso. A sabedoria da natureza nos oferecendo um descanso merecido e necessário para repor as energias. Nos deixar carregados novamente para os dias de sol. Um momento para refletir sobre a razão de corrermos tanto nos dias de sol.

Continuar lendo

Anúncios

Reflexão nº 17 – Um sonho sobre o mundo

por-do-sol-praia

(…) quando analisamos o conceito de vocação, ele não é mais do que (…) a convocação de cada cidadão para aportar na sua sociedade com o que de forma mais inteligente e melhor sabe e pode fazer pelos demais, “A vocação nossa de cada dia”, Michel Echenique 

Imagine como seria viver em um mundo em que os finais de domingo não são depressivos, nem as segundas-feiras são desanimadoras. Todos os dias seriam como as sextas-feiras, estaríamos altamente motivados. Não necessariamente porque o dia seguinte é sábado, mas porque todos os dias sairíamos da cama para realizar exatamente aquilo que nascemos para fazer.

Um mundo em que as pessoas pudessem desempenhar sua verdadeira vocação, em que fazer o que se gosta não é exceção, mas regra. Esse processo poderia representar o fim de algumas profissões, mas, se nesse mundo não houvesse mais lixeiros, por exemplo, aprenderíamos desde cedo a cuidar do próprio lixo. Aprenderíamos a ter responsabilidade pelos próprios atos, por tudo que produzimos, consumimos e desperdiçamos.

Certamente, esse mundo também daria nascimento a outras profissões. Aptidões e qualidades que, muitas vezes, nem sonhamos que poderiam ser uma profissão. Esse mundo valorizaria o que há de melhor em cada um de nós, respeitando nossos limites e nos incentivando a alçar voos mais altos no campo da nossa vocação. Desde cedo, aprenderíamos a nos conhecer, enxergar nossas qualidades e defeitos.

Continuar lendo