Reflexão nº 6 – A difícil tarefa de encerrar ciclos

No livro “O ponto de mutação”, publicado em 1982, o físico Fritjof Capra inicia sua narrativa explicando que os filósofos chineses viam a realidade como um processo de contínuo fluxo e mudança. “Na concepção deles (filósofos chineses), todos os fenômenos que observamos participam desse processo cósmico e são, pois, intrinsecamente dinâmicos”.

Mais do que isso, Capra nos aponta que, segundo a visão chinesa, a mudança é uma tendência natural, inata em todas as coisas e situações, é um aspecto essencial do universo. Capra chega a citar um trecho do livro chinês “I Ching” (“O livro das mutações”). “O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O antigo é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano”.

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Reflexão nº 1 – Um belo dia resolvi mudar

As decisões mais difíceis de tomar são aquelas que trazem mudanças drásticas ao nosso cotidiano. Elas transformam nossa rotina. Dão outro rumo a nossas vidas.

Mudamos porque não estamos felizes. Mudamos porque queremos realizar sonhos. Mudamos porque não concordamos com o atual estado das coisas. E por aí vai. Cada um tem suas próprias razões para mudar.

Mas se não estamos satisfeitos, por que é tão difícil mudar? Medo, insegurança, incertezas. Inúmeras são as angústias que nos cercam. Acredito que refletir é primordial antes de qualquer mudança. Cada um tem seu próprio tempo para refletir. Uns demoram 1 segundo, outros anos, uma vida inteira.

Acredito que todo ser humano tem o direito de ser feliz de maneira plena. Por isso, sejam quais forem os receios que nos impedem de mudar, ainda vale o risco. Afinal, a questão não é acertar sempre, mas sempre continuar tentando. No fim das contas, sempre é possível recomeçar.