Reflexão nº 44 – “Relatos Selvagens”: o que Jesus faria no meu lugar?

relatos_selvagens_filme_ricardo_darinFoto: Warner Bros. Pictures Brasil

Há alguns anos, conversando com uma amiga sobre como agir com sabedoria diante da loucura do mundo, ela me sugeriu uma simples pergunta: o que Jesus faria no seu lugar? Essa pergunta coloca as coisas em outro patamar. Nada melhor que tomar um sábio (Buda, Confúcio, Jesus, Sócrates) como referência quando o ódio e a raiva ameaçam nos cegar.

A princípio, o trailer de “Relatos Selvagens” (Relatos Salvajes, 2014, direção de Damián Szifron) me fez pensar em uma mistura de tragédia e comédia (a presença de Ricardo Darín também me despertou interesse). Mas ver o filme me fez pensar sobre essa pergunta. A narrativa nos conduz por uma série de histórias protagonizadas por personagens que, levados ao estresse (uns em maior e outros em menor proporção), perdem o controle, deixando aflorar o lado selvagem que habita cada um de nós.

Definitivamente, as coisas não terminam bem quando devolvemos intolerância com intolerância, corrupção com corrupção, injustiça com injustiça, traição com traição e violência com violência. A impressão que tenho é que nós mesmos somos os maiores prejudicados quando adotamos a Lei de Talião: “olho por olho, dente por dente”.

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Reflexão nº 22 – Amar o próximo como a nós mesmos

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Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.

Marcos 12:30-31

Alma: Espírito, está aí?

Espírito: Sempre.

Alma: Estou com uma dúvida.

Espírito: Vamos lá. Diga.

Alma: Às vezes, sinto que estou evoluindo, mas, quando olho ao meu redor, vejo que há muitas outras Almas “melhores” que eu. Minha intuição diz que não devo me frustrar, mas, mesmo assim, não tenho certeza se estou no caminho certo.

Espírito: Nossa evolução é uma luta que travamos com nós mesmos. Cada vida é uma vida, com suas próprias conquistas e desafios. A Terra não para quando partimos, mas nossa existência aqui é única. Não há ninguém igual a ninguém. Cada um de nós é um.

Alma: Humm. Nesse sentido, somos insubstituíveis, certo?

Espírito: Certo.

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Reflexão nº 13 – “Judas” e um jovem em busca de sentido

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Mais adiante, numa curva do caminho, aquela figueira morta está me aguardando. Eu examino cuidadosamente galho por galho, encontro o galho certo e amarro nele a corda, “Judas”, Amós Oz.

Ele tinha certeza que veria o amigo que tanto amava descer da cruz. Por isso, convenceu Jesus a sair da Galileia e rumar com destino a Jerusalém. A libertação da crucificação seria mais um entre tantos milagres que já presenciara o amigo fazer.

Mas não foi isso que aconteceu. As coisas não saíram como Judas imaginara. Pelo contrário, ele viu o amigo sofrer na cruz. Então, questionou a própria fé. Se perguntou se Jesus era de fato filho de Deus. Se ele fosse um homem comum, isso não fazia com que amasse menos o amigo, mas lhe trazia uma culpa imensa pensar que o havia empurrado do precipício.

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