Reflexão nº54 – A harmonia perfeita de todas as coisas

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Foto: www.morguefile.com

“A vontade é a meta que se conquista quando se superam as dificuldades com valor e inteligência”, Para se conhecer melhor, Delia Guzmán

O que mais me impressiona sobre o destino é que ele nos arrasta de maneira implacável até mesmo quando lutamos para escapar dele. Sinto que tudo que cada um de nós vive faz parte de um plano perfeito que tem como maior objetivo nosso desenvolvimento, nossa evolução enquanto seres dotados de consciência.

Nunca me pareceu que pudéssemos ser fruto do mero acaso, mas o milagre de nossa criação torna-se apenas um detalhe (fundamental) quando penso na complexidade de uma única vida durante sua estada por aqui. Cada ação que realizamos tem um desdobramento sobre o outro. Cada ação que o outro realiza esbarra em nós de alguma forma. Tudo está conectado.

A harmonia perfeita dos acontecimentos que nos cercam e nos invadem (mesmo em meio à “tragédia”) só evidencia ainda mais a existência de uma inteligência divina por trás disso. Nada se perde quando enxergamos a vida como mestra, não como inimiga (Delia Guzmán).

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Reflexão nº 49 – Homem-Aranha, intuição e uns bons “loucos” incompreendidos

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Foto: www.morguefile.com

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, tio Ben. 

Essa é uma frase clássica (e muito verdadeira) que envolve o personagem Homem-Aranha, um dos meus heróis prediletos. Um dos super poderes dele é o chamado “spider sense”, uma espécie de radar que alerta ele sobre qualquer perigo iminente. Esse senso aguçado em relação ao perigo, um pressentimento, me parece uma das características da intuição. Talvez por isso minha cabeça tenha feito essa analogia.

Sempre entendi a intuição apenas como um pressentimento. Mas, recentemente, descobri que a intuição também representa um conhecimento claro, imediato e espontâneo da verdade. Fez todo sentido. Algo que sabemos, simples assim.

Dentro desse contexto, ainda aprendi que a intuição é a morada da inteligência. E que a inteligência nada mais é do que a capacidade de discernimento, de ver com clareza as coisas como elas são. É um pensar com objetividade.

Saber disso me fez pensar por que nossa capacidade de intuição é tão sufocada pelo mundo, já que ela passa justamente pela inteligência. Quantas e quantas vezes a intuição nos aponta um caminho enquanto a lógica do mundo diz exatamente o oposto? Um olhar ingênuo da minha parte. Esperar sanidade de um mundo louco é ser tão louco quanto ele.

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Reflexão nº 40 – “Interestelar”: quem pode nos proteger de nós mesmos?

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“Posso te proteger de tudo, menos de você mesmo”

Um homem se vê no passado. Tenta, desesperadamente, convencer a si próprio a escolher um outro caminho. Tomar uma decisão diferente daquela que o havia colocado naquela situação no tempo presente. Nessa tentativa, pede a ajuda da filha. Mas, no passado, nem mesmo ela foi capaz de demovê-lo daquela escolha. Ele estava tão cego e obcecado que ninguém seria capaz de impedí-lo, nem ele próprio, ainda que em outro tempo e espaço.

De fato, ninguém pode nos proteger de nós mesmos. A primeira vez que pensei sobre isso foi por conta da minha mãe. “Posso te proteger de tudo, menos de você mesmo”. Aquela frase doeu. Doeu pensar sobre nossa impotência para proteger o outro, aquele que amamos, dele mesmo. Além disso, quando estamos cegos e obcecados, nossa consciência também não é capaz de nos salvar de nós mesmos.

O momento que descrevi no início desse texto é uma das cenas emblemáticas do incrível “Interestelar” (“Interstellar”, 2014, direção de Christopher Nolan). Estrelado por nomes como Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain e Matt Damon, o filme é muito mais que uma obra de ficção científica. É repleto de momentos de relexão sobre a vida e nossa existência, tudo permeado por belíssimos efeitos especiais.

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