Reflexão nº 49 – Homem-Aranha, intuição e uns bons “loucos” incompreendidos

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Foto: www.morguefile.com

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, tio Ben. 

Essa é uma frase clássica (e muito verdadeira) que envolve o personagem Homem-Aranha, um dos meus heróis prediletos. Um dos super poderes dele é o chamado “spider sense”, uma espécie de radar que alerta ele sobre qualquer perigo iminente. Esse senso aguçado em relação ao perigo, um pressentimento, me parece uma das características da intuição. Talvez por isso minha cabeça tenha feito essa analogia.

Sempre entendi a intuição apenas como um pressentimento. Mas, recentemente, descobri que a intuição também representa um conhecimento claro, imediato e espontâneo da verdade. Fez todo sentido. Algo que sabemos, simples assim.

Dentro desse contexto, ainda aprendi que a intuição é a morada da inteligência. E que a inteligência nada mais é do que a capacidade de discernimento, de ver com clareza as coisas como elas são. É um pensar com objetividade.

Saber disso me fez pensar por que nossa capacidade de intuição é tão sufocada pelo mundo, já que ela passa justamente pela inteligência. Quantas e quantas vezes a intuição nos aponta um caminho enquanto a lógica do mundo diz exatamente o oposto? Um olhar ingênuo da minha parte. Esperar sanidade de um mundo louco é ser tão louco quanto ele.

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Reflexão nº 47 – Padrinho: um chamado para (toda) a vida

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Existem famílias que escolhemos e há aquelas que nos escolhem. Nesse caso, aconteceu as duas coisas. Primeiro, eles me escolheram. Depois, eu também os escolhi quando decidi dizer “sim”.

“Rafa, qual você acha que deve ser o papel de um padrinho?”. Por uma fração de segundos, quando ouvi essa pergunta, pensei que ela podia representar algo maior. Se fosse isso, ela podia ser o último “teste” da minha avaliação para um presente que, até aquele momento, eu nem sonhava que pudesse receber.

Tentando acertar a resposta, como um aluno diante de uma chamada oral, disse algo que aprendi com meus pais: “Fazer as vezes dos pais quando eles não estão presentes”.

Minha intuição estava certa e creio que minha resposta também deve ter ajudado a confirmá-la. Aquela pergunta precedeu um dos convites mais belos que alguém pode ter o privilégio de receber. Um chamado para (toda) a vida.

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Reflexão n° 39 – “À procura da felicidade”

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“Se tiver um sonho, tem de protegê-lo (…). Se quiser algo, vá buscar”, Chris Gardner, “À procura da felicidade”

Persistir, persistir, persistir e, independente dos obstáculos, continuar tentando até alcançar seu sonho. Essa é a mensagem principal de “À procura da felicidade” (The Pursuit of Happyness, 2006, direção de Gabriele Muccino), um exercício de fé e esperança.

“Graças” a um problema na bateria do meu notebook, recentemente, tive a chance de assistir ao filme pela segunda vez. Isso aconteceu enquanto usava o note de uma amiga para uma sobrecarga na minha bateria (quase uma barriga de aluguel entre computadores). Como não acredito em coincidências e nem no acaso, creio que a essência da mensagem do filme tivesse algo a me dizer.

Estrelado por Will Smith e Jaden Smith, seu filho na vida real, o filme narra uma trajetória de superação inspirada na vida do empresário norte-americano Chris Gardner. Um pai solteiro que luta para sobreviver em meio a adversidades financeiras que chegam a deixar ele e o filho desabrigados.

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Reflexão nº 37 – Tudo pode, nada pode: uma questão de ponto de vista

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Foto: www.morguefile.com

Tudo pode, nada pode.

É apenas uma questão de ponto de vista.

Não é porque preciso, mas porque tenho direito.

Não é pelo desejo, mas pela vontade.

Não é pelo prazer, mas porque me faz feliz.

Não é por obrigação, mas porque me faz bem.

Não é por imposição, mas porque me comprometi comigo.

Nem tanto pelo corpo, mas porque alimenta a alma e o espírito.

A verdadeira liberdade é a tomada de consciência.

Mentir é, antes de tudo, enganar a si mesmo.

Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, mas preferi escrever mesmo.

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Reflexão nº 26 – A felicidade é uma escolha

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Por Carolina Rodrigues*

Outro dia, entrevistei uma palestrante motivacional (Leila Navarro) que, entre outros assuntos, me apresentou um conceito interessante da “felicidade”. Para ela, a felicidade é uma escolha de todos – isso parece até óbvio quando paramos pra pensar – mas aí é que está. A gente não pensa nisso com frequência.

Pra mim, essa história de escolher ser feliz significa uma atitude e uma postura positiva, em todos nós.

Isso também parece muito com algo que ouvi há um tempo durante uma aula de yoga. Minha professora disse: “você é responsável pela sua energia”. Essa frase causou um impacto muito forte em mim. Desde então, levo essa ideia comigo e acredito que vou encará-la como um mantra até o fim da vida.

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Reflexão nº 24 – Perdendo o medo de ser feliz

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Por muito tempo, havia procurado pela chave que a tiraria daquele quarto escuro e sombrio. Mas, agora, depois de finalmente ter encontrado a chave, tinha medo de abrir a porta.

Era uma sensação que quase nem ela entendia. O que a paralisava? O medo do novo? O medo de ser feliz? Ao mesmo tempo, queria sair. Estava confusa, com sensações e pensamentos contraditórios.

Sem pensar muito, seguindo o instinto de sobrevivência, tomou coragem e abriu a porta. Mas a luminosidade a fez baixar a cabeça, os olhos quase fecharam. Depois de tanto tempo na escuridão, a luz agora incomodava sua visão. Aquela sensação quase a fazia voltar, recuar.

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Reflexão nº 4 – Nada como as imperfeições perfeitas de quem a gente ama

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Foto: www.morguefile.com

De repente você sente uma energia diferente. Uma felicidade repentina pelo simples fato de amar. Amar as qualidades e defeitos do outro. Admirar o ser humano que ele é e respeitar os limites dele. Aprender e crescer com ele.

O olhar, o jeito de falar, se expressar, sorrir, gesticular. O pacote completo. É impressionante como até os “defeitos” parecem ser os “defeitos” que a gente gosta.

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Reflexão nº 2 – A menina e o jazz

Enquanto a plateia acompanha atenta a apresentação, um espetáculo à parte rouba a cena. Rompe o silêncio da plateia e encontra sintonia com a harmonia sinfônica do grupo composto por 12 músicos que se apresenta na praça Victor Civita, em São Paulo.

A menina dança, pula, roda e ri. Ri muito. Feliz da vida. Com a pureza infantil, ela não tem vergonha de mostrar o quanto a música lhe solta. Liberta a alma. Traz paz e, ao mesmo tempo, uma vontade de pular, gritar, girar e sorrir.

No silêncio do intervalo entre as canções, de maneira espontânea, solta um: “Acabou?”.

Parece que ninguém aproveitou mais aquele momento sublime que a menina. Livre de “pré” conceitos, livre da repressão, livre do medo de ser feliz e, principalmente, livre do medo de viver. Dançando, pulando, rodando e rindo, assim como todo ser liberto deve ser. Mostrando que a música pode ser um bom remédio para a felicidade.