Reflexão nº 25 – “Conhecer-se, vencer-se e conquistar-se”

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“Oh, do you speak in english?”

Quando você está longe de “casa”, uma maneira de quebrar o gelo é cumprimentar os surfistas que estão na água. Naquela tarde, com um sorriso no rosto e uma expressão de alívio, um norte-americano de San Diego respondeu meu “Hi” com essa frase. Nosso breve diálogo dentro da água aconteceu em uma praia chamada Popoyo, na Nicarágua, na América Central.

A gente vê Popoyo do alto de um penhasco. É um visual incrível. Apesar de termos entrado na água apenas à tarde, eu e meu parceiro de viagem Bruno Amodio já havíamos passado por ali de manhã. O mar estava começando a funcionar, mas o excesso de surfistas (crowd, na gíria do surf) nos afastou.

Àquela altura da viagem, já havíamos enfrentado crowd e mar pesado em duas praias chamadas Puerto Sandino e Punta Miramar. Chegamos a ver Sandino funcionando com 7 pés (2,1 metros). Um pouco assustador para um cara habituado a surfar ondas de, no máximo, 4 pés (1,5 metro). Por isso, naquele momento, já buscávamos paz e tranquilidade.

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Reflexão nº 21 – “Se eu estiver atrapalhando, você fala, tá?”

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Fotos: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC

Procura para teu descanso a consciência do teu Eu Real, a Verdade eterna. Deixa longe de ti os cuidados mundanos e a avidez de possessões materiais. Concentra-te em ti mesmo, e não te entregues às ilusões do mundo finito, “Bhagavad-Gîtâ: a mensagem do mestre”

Uma das partes boas de se trabalhar no Santos FC é que, a qualquer momento, você pode cruzar com um ídolo do clube pelos corredores da Vila. Durante parte do período que lá estive, duas ou três vezes por semana, o Pepe nos dava esse prazer. Ele entrava na sala do departamento de Comunicação, cumprimentava a todos com sua “fofura” e sentava para contar histórias.

Sempre servíamos para ele um chá de máquina que o Canhão da Vila adora. A partir dali, com toda sua sabedoria, compartilhava conosco suas memórias, lembranças de uma trajetória vivida com plenitude dentro e fora dos campos.

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Reflexão nº 16 – Eu, a Vila e um professor

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Foto: Vinicios Oliveira

Os dias frios e nublados eram os mais difíceis de sair da cama. O sol empurra a gente para fora de casa. A chuva e o céu fechado dão preguiça, vontade de não fazer nada, passar o dia jogado no sofá.

Eu tinha um horário flexível para entrar no Santos FC e também já havia me acostumado com a rotina, disso eu não podia reclamar. O maior problema é que, como editor do site do clube, eu passava a maior parte do dia em frente a um computador. Essa rotina acabava comigo. Era sufocante. Eu precisava de ar livre, movimentar meu corpo.

Com o tempo, quase sem querer, descobri que as arquibancadas da Vila eram um bom lugar para encontrar ar puro. De lá, eu enxergava o estádio de cima, com amplitude. Ali, eu respirava, andava um pouco e pensava na vida. Olhava para o céu e relaxava. Era meu momento de meditação, reflexão.

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