Reflexão nº 43 – Inverno: morte da natureza e aceitação

folhas_inverno_neveFoto: morguefile.com

“O inverno é a morte da natureza
Agora tudo dorme e repousa,
ainda que a vida continue latente
na profundidade das raízes.
É o momento do descanso,
porém não de um descanso definitivo.
Uma nova primavera chegará após o inverno,
e o que dormia abrirá seus olhos outra vez para a vida”

Delia Guzman

Dois leashes arrebentam na água em dois dias seguidos e o computador começa a dar sinais de que vai parar a qualquer momento… Parece coincidência demais. No mínimo, curioso. Mas entender um pouco mais sobre o que representa o inverno para a natureza clareou as coisas. É interessante como a boa informação (a verdade) ilumina, traz luz.

“O inverno é a morte da natureza” expressa uma profundidade difícil de explicar com quaisquer outras palavras. Repleto de vida, o corpo nasce e, quando o ciclo se completa, o corpo passa a ser uma casa inabitada. O corpo dá lugar a uma nova morada para a alma e para o espírito.

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Reflexão nº 37 – Tudo pode, nada pode: uma questão de ponto de vista

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Foto: www.morguefile.com

Tudo pode, nada pode.

É apenas uma questão de ponto de vista.

Não é porque preciso, mas porque tenho direito.

Não é pelo desejo, mas pela vontade.

Não é pelo prazer, mas porque me faz feliz.

Não é por obrigação, mas porque me faz bem.

Não é por imposição, mas porque me comprometi comigo.

Nem tanto pelo corpo, mas porque alimenta a alma e o espírito.

A verdadeira liberdade é a tomada de consciência.

Mentir é, antes de tudo, enganar a si mesmo.

Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, mas preferi escrever mesmo.

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Reflexão nº 31 – “A ciência de viver é a arte de amar”

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Foto: www.morguefile.com

“Sobre este axioma a toda hora haverás de meditar: a ciência de viver é a arte de amar”, Rubem Dario

Espírito: Olá, Alma.

Alma: Olá, Espírito. Como é bom ver você.

Espírito: Senti que queria falar comigo.

Alma: Queria mesmo. Tenho procurado me manter atenta e consciente. Mesmo assim, nem sempre é fácil saber a decisão certa a se tomar, como agir. Isso me trava. Fico com medo de errar.

Espírito: Não dê tanto valor à possibilidade de erro. O mais importante é a real intenção das suas ações. Acredite mais na sua intuição. Realize o que sente que é o certo a se fazer.

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Reflexão nº 28 – As vozes

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No começo, as vozes pareciam sem sentido, como loucos conversando. Alguém perguntava as horas e a resposta que surgia era que dia é hoje.

“O que elas dizem deve ser fruto da minha imaginação. São meros devaneios mentais”.

Era o que ele pensava.

Demorou um tempo para entendê-las. Na verdade, ele é quem andava sem sentido, não elas. Perdido, sem saber para onde ir. E tudo que elas faziam era tentar lhe dar as coordenadas.

“Acorde! Acorde!”.

Mas ele não queria despertar. Era como um adolescente que pede mais cinco minutos de sono aos pais antes de acordar para a escola. Sempre pedia mais um tempo.

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Reflexão nº 27 – Pelo direito de errar, despertar e tentar outra vez

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Corpo: Alma, desculpe, fiz mer…

Alma: O que houve?

Corpo: Sabe aquela história de começar o dia com o pé direito?

Alma: O que tem?

Corpo: Então, só que não…

Alma: Só que não o quê? Explica logo. O que aconteceu?

Corpo: Sabe como é, né? Deixei os instintos falarem mais alto.

Alma: Toda vez é isso! Não posso tirar a atenção de você. Um minuto basta pra você estragar tudo.

Corpo: Também não exagera, vai. Sem drama. Um pedido de desculpa deve resolver a questão. E nem vem! A culpa também é sua. Esqueceu quem comanda as coisas?

Alma: Tudo bem, vai. Eu sei que sou eu. Mas estou confusa. Vou chamar o Espírito. Do contrário, vamos ficar andando em círculos.

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Reflexão nº 9 – Saindo da “caverna”: diálogo entre Corpo, Alma e Espírito

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Em uma “caverna” há tempos esquecida, um indivíduo está prestes a nascer…

Alma: Corpo, está acordado?

Corpo: Agora, estou.

Alma: Não tenho conseguido dormir. Algo me falta, mas não sei bem o quê. Sinto um vazio.

Corpo: Feche os olhos que passa. Mas se estiver com muita fome, posso buscar algo para você comer.

Alma: Não é disso que estou falando. Sinto um vazio interior, na minha existência. Sinto que há algo além das paredes dessa “caverna”.

Espírito: Olá.

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