Reflexão nº 43 – Inverno: morte da natureza e aceitação

folhas_inverno_neveFoto: morguefile.com

“O inverno é a morte da natureza
Agora tudo dorme e repousa,
ainda que a vida continue latente
na profundidade das raízes.
É o momento do descanso,
porém não de um descanso definitivo.
Uma nova primavera chegará após o inverno,
e o que dormia abrirá seus olhos outra vez para a vida”

Delia Guzman

Dois leashes arrebentam na água em dois dias seguidos e o computador começa a dar sinais de que vai parar a qualquer momento… Parece coincidência demais. No mínimo, curioso. Mas entender um pouco mais sobre o que representa o inverno para a natureza clareou as coisas. É interessante como a boa informação (a verdade) ilumina, traz luz.

“O inverno é a morte da natureza” expressa uma profundidade difícil de explicar com quaisquer outras palavras. Repleto de vida, o corpo nasce e, quando o ciclo se completa, o corpo passa a ser uma casa inabitada. O corpo dá lugar a uma nova morada para a alma e para o espírito.

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Reflexão nº 6 – A difícil tarefa de encerrar ciclos

No livro “O ponto de mutação”, publicado em 1982, o físico Fritjof Capra inicia sua narrativa explicando que os filósofos chineses viam a realidade como um processo de contínuo fluxo e mudança. “Na concepção deles (filósofos chineses), todos os fenômenos que observamos participam desse processo cósmico e são, pois, intrinsecamente dinâmicos”.

Mais do que isso, Capra nos aponta que, segundo a visão chinesa, a mudança é uma tendência natural, inata em todas as coisas e situações, é um aspecto essencial do universo. Capra chega a citar um trecho do livro chinês “I Ching” (“O livro das mutações”). “O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O antigo é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano”.

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