Reflexão nº54 – A harmonia perfeita de todas as coisas

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Foto: www.morguefile.com

“A vontade é a meta que se conquista quando se superam as dificuldades com valor e inteligência”, Para se conhecer melhor, Delia Guzmán

O que mais me impressiona sobre o destino é que ele nos arrasta de maneira implacável até mesmo quando lutamos para escapar dele. Sinto que tudo que cada um de nós vive faz parte de um plano perfeito que tem como maior objetivo nosso desenvolvimento, nossa evolução enquanto seres dotados de consciência.

Nunca me pareceu que pudéssemos ser fruto do mero acaso, mas o milagre de nossa criação torna-se apenas um detalhe (fundamental) quando penso na complexidade de uma única vida durante sua estada por aqui. Cada ação que realizamos tem um desdobramento sobre o outro. Cada ação que o outro realiza esbarra em nós de alguma forma. Tudo está conectado.

A harmonia perfeita dos acontecimentos que nos cercam e nos invadem (mesmo em meio à “tragédia”) só evidencia ainda mais a existência de uma inteligência divina por trás disso. Nada se perde quando enxergamos a vida como mestra, não como inimiga (Delia Guzmán).

Algo que me impressiona em tudo isso é que as dificuldades que se apresentam em nosso caminho nos acertam onde mais dói. Justamente porque é isso que nos faz crescer e evoluir. E se ignoramos a mensagem, a vida fala conosco de maneira ainda mais forte, batendo, cada vez mais forte, na nota que insistimos em não afinar.

Recentemente, li sobre isso em um dos capítulos do livro “Para se conhecer melhor”, da filófosa Delia Guzmán. Essa não foi a primeira vez que me deparei com essa informação. Ficar diante dela de novo só ressaltou o quanto isso, de fato, faz sentido.

Mas realmente é difícil enfrentar problemas que batem em nossas maiores limitações e aflições sem perder a clareza de consciência. Quando a teoria encontra a prática, não há teste maior que esse.

Já cheguei a pensar que seria bom se pudéssemos tomar pílulas de sabedoria, mas, refletindo melhor, não sei se essa seria uma boa ideia. Deve haver uma razão para as leis do universo serem como são.

Quem sabe, em parte, seja a beleza sublime dos diálogos que temos com o cosmos quando notamos a vida como mestra. Aqueles raros momentos em que sentimos que o universo conversa conosco.

Seja qual for a resposta (certamente, muito além de nossa compreensão), enquanto estivermos por aqui, só nos resta procurar aprender e evoluir um pouco mais a cada dia respeitando as leis da natureza.

Sobre o autor: Rafael Miramoto, 30 anos. Alguém que gosta de estudar, refletir e compartilhar.

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