Reflexão nº 49 – Homem-Aranha, intuição e uns bons “loucos” incompreendidos

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Foto: www.morguefile.com

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, tio Ben. 

Essa é uma frase clássica (e muito verdadeira) que envolve o personagem Homem-Aranha, um dos meus heróis prediletos. Um dos super poderes dele é o chamado “spider sense”, uma espécie de radar que alerta ele sobre qualquer perigo iminente. Esse senso aguçado em relação ao perigo, um pressentimento, me parece uma das características da intuição. Talvez por isso minha cabeça tenha feito essa analogia.

Sempre entendi a intuição apenas como um pressentimento. Mas, recentemente, descobri que a intuição também representa um conhecimento claro, imediato e espontâneo da verdade. Fez todo sentido. Algo que sabemos, simples assim.

Dentro desse contexto, ainda aprendi que a intuição é a morada da inteligência. E que a inteligência nada mais é do que a capacidade de discernimento, de ver com clareza as coisas como elas são. É um pensar com objetividade.

Saber disso me fez pensar por que nossa capacidade de intuição é tão sufocada pelo mundo, já que ela passa justamente pela inteligência. Quantas e quantas vezes a intuição nos aponta um caminho enquanto a lógica do mundo diz exatamente o oposto? Um olhar ingênuo da minha parte. Esperar sanidade de um mundo louco é ser tão louco quanto ele.

Mas, mesmo com todo esse sufocamento que tenta nos levar a seguir, de maneira excessiva, a lógica do mundo, a intuição não nos abandona. Sempre continuamos tendo (ainda que em potência) a capacidade de intuir. E o agir por intuição continua sendo uma decisão única e exclusivamente nossa.

Diferentemente do Homem-Aranha, não precisamos ser picados por uma aranha de laboratório geneticamente modificada para despertar nosso “spider sense”.

Me impressiona perceber que a intuição nunca falha. É justamente nesse ponto que me pego. Como podemos desperdiçar essa dádiva divina? Talvez, em parte, seja o receio das grandes responsabilidades que vêm junto com os grandes poderes. Ou então, a falta de conhecimento de nós mesmos sobre essa capacidade. Sentimos algo, mas não sabemos como lidar com isso.

É certo que precisamos refinar esse dom. Do contrário, podemos chamar de intuição nossos desejos mais infantis e egoístas. Isso sim pode nos levar à loucura.

De qualquer forma, se intuir faz parte de nossa natureza, a resposta para esse refinamento deve estar dentro de nós. Parece que o processo evolutivo sempre passa por conhecer melhor a nós mesmos.

No fim das contas, o que vale mais: ser taxado de louco pelo mundo ou agir de acordo aos valores que estão no DNA da minha alma? Com equilíbrio, tenho escolhido ser, por vezes, um incompreendido feliz a um compreendido infeliz. Mas confesso que nem sempre é fácil deixar os “torturadores” de lado, a tal lógica do mundo. Tento dar um passo de cada vez para não tropeçar nas próprias pernas.

Na minha imaginação, sonho com um mundo repleto de “loucos” incompreendidos, todos felizes e agindo por intuição.

Sobre o autor: Rafael Miramoto, 30 anos. Alguém que gosta de estudar, refletir e compartilhar. Tem dois contos – “Um Grilo pelo Azulão” e “Misericórdia” – publicados na plataforma Kindle, da Amazon.

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