Reflexão n° 41 – Máquina de lavar alma

mar_praia_oceano_criancas

Foto: www.morguefile.com

“Máquina de lavar alma”. Li essa frase em uma revista de surfe há alguns anos. Ela era a legenda de uma foto: um surfista dentro de um tubo. A foto e a legenda resumem bem a sensação de um banho de mar.

A sensação que tenho é que o mar proporciona um novo nascimento cada vez que entramos e saímos dele. Se a gente se permite, um mergulho no mar renova as energias, acalma, traz equilíbrio. É como se a água salgada me colocasse em conexão comigo e, logo, com Deus.

Dentro da água, todos as coisas ganham devida proporção. Monstros gigantes ficam tão pequenos que quase deixam de existir. Vitórias que, a princípio parecem pequenas, de repente nos invadem de felicidade, uma energia que preenche cada espaço da nossa existência.

O mar acaba proporcionando isso, um momento para relaxar, não pensar em nada e, ao mesmo tempo, pensar em tudo. Desligado do mundo, em meio às ondas, sem pretensão. É exatamente aí que a resposta inspiradora aparece.

Às vezes, a gente começa a meditar pensando na solução de um problema ou preocupado que aquela meditação traga uma ideia brilhante. Mas, normalmente, ao menos comigo, as respostas nunca aparecem quando meu foco é nelas. As boas ideias ou a solução de um problema aparecem quando relaxo. Justamente quando tiro meus pensamentos daquilo, mudo o foco.

Recentemente, li em um livro do indiano Osho que, quando meditamos, não devemos esperar nada, apenas a própria meditação em si. Simples e profundo. Isso me fez pensar sobre o mar e o quanto ele é um bom lugar para meditar.

É certo que há muitas formas de meditar. Cada um tem a sua maneira de encontrar-se.  Uma boa noite de sono, um bom banho, uma boa música. De qualquer forma, Osho tem razão sobre o método. Ainda que não seja fácil colocá-lo em prática, ter consciência disso é um bom começo.

Sobre o autor: Rafael Miramoto, 30 anos. Alguém que gosta de estudar, refletir e compartilhar. Tem dois contos – “Um Grilo pelo Azulão” e “Misericórdia” – publicados na plataforma Kindle, da Amazon.

Leia mais

Reflexão nº 30 – Nossa imensidão

Reflexão nº 25 – “Conhecer-se, vencer-se e conquistar-se”

Reflexão nº 11 – Pensamentos conflituosos: intuição ou irracionalidade?

Anúncios

4 comentários sobre “Reflexão n° 41 – Máquina de lavar alma

  1. “É como se a água salgada me colocasse em conexão comigo e, logo, com Deus”. ❤

    Rafael, obrigada por conseguir traduzir em palavras como me sinto quando estou no mar, na praia. Não, eu não quero agitação, fervo. Eu quero silêncio. Eu quero me achar ou descobrir onde foi que me perdi.

    • Juliana, muito obrigado. Fico muito feliz que tenha se identificado. Essa é uma das melhores recompensas que posso ter. Saber que, de alguma maneira, consegui transmitir algo bacana. Como escreveu, é no silêncio do mar que me encontro. Um dos melhores lugares para encontrar paz. 😄

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s