Reflexão nº 29 – “Questão de tempo” e o significado da vida

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Fonte: Divulgação Universal Pictures

Imagine como seria ter a chance de viver sua vida toda de novo. Passar por tudo que já passou. Como lidaria com as mesmas situações? Que decisões tomaria? Essa é reflexão proposta por “Questão de tempo” (About time, 2013, direção: Richard Curtis), “uma comédia sobre amor, viagens no tempo e o significado da vida”, segundo as palavras do diretor, Richard Curtis (roteirista de “Quatro Casamentos e um funeral”, “O Diário de Bridget Jones” e “Um Lugar chamado Notting Hill”).

Tim (Domhnall Gleeson), protagonista do filme, herda do pai (Bill Nighy) o dom da viagem no tempo. Assim, tem a chance de voltar a momentos do passado tantas e quantas vezes quiser, interferindo diretamente nos rumos da sua vida no tempo presente. Com muita leveza e espirituosidade, pai e filho nos conduzem por essa trama que também conta com Rachel McAdams (Mary), par romântico de Tim.

“Questão de tempo” dá uma sensação que a gente não quer que passe. Somos envolvidos por um clima otimista e inspirados a enxergar sempre o lado bom das coisas, rir dos problemas, ver graça na vida. Mais do que isso, o filme nos inspira a colocar em prática esse olhar espirituoso para com a vida.

Enquanto assistia, me perguntava como agiria se tivesse esse mesmo dom. Depois, cheguei à conclusão de que todos temos essa chance (viver a vida pela segunda vez), mas nem sempre nos damos conta disso.

Todos os dias, cada experiência se apresenta como uma oportunidade de aprendizado e evitar os erros do passado. É engraçado que a gente aprende e pensa: “esse erro não vou cometer outra vez”. Mas, muitas vezes, me pego cometendo os mesmos erros. A vida é muito irônica e nos oferece sempre uma nova chance.

Abraçar quem amo como se aquele fosse sempre o último abraço, beijar a pessoa amada como se aquele fosse sempre o último beijo. Não pensar duas vezes quando sentir vontade de dizer “eu te amo”. Aproveitar cada risada, cada lágrima, cada momento de felicidade e ver o que há de bom em cada tropeço.

No fim, mais do que o poder de voltar no tempo, parece que o mais importante é viver cada momento como se fosse único, já que, de fato, é. Essa parece ser a verdadeira mensagem de “Questão de tempo”.

Sentei para assistir ao filme com minha namorada de maneira despretensiosa. Parecia mais uma comédia romântica com uma pitada de ficção científica. Mas acabei me vendo diante dessa reflexão.

Valeu a experiência, o guaraná e a pipoca, muito mais do que eu podia imaginar.

Sobre o autor: Rafael Miramoto, 30 anos. Alguém que gosta de estudar, refletir e compartilhar. Tem dois contos – “Um Grilo pelo Azulão” e “Misericórdia” – publicados na plataforma Kindle, da Amazon.

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4 comentários sobre “Reflexão nº 29 – “Questão de tempo” e o significado da vida

  1. Nossa, eu adoreeeei demais esse filme! Vi um trailer e pensei que seria uma comédia-romântica bacaninha pra, como você disse, ver despretensiosamente, mas me toquei demais com a história e sobre como temos que dar valor a cada momento de nossas vidas. E ao contrário do Tim, não podemos voltar no tempo pra consertar situações, mas podemos fazer valer a pena nosso presente.

    Adriana

    • Verdade, exatamente isso. O filme me levou pra dentro dele e me fez pensar muito na vida. É muito bacana quando um filme surpreende assim. Infelizmente (ou felizmente rs), não temos esse poder de voltar, só resta viver o presente mesmo e, como você disse, fazer ele valer 🙂

  2. A vida é só uma questão de tempo. Perdemos pessoas importantes durante a vida e sempre lembramos daqueles últimos momentos em que passamos com elas, e por vezes nos arrependemos de não termos aproveitado mais. Ainda assim nunca lembramos de valorizar o dia a dia com aqueles que ainda estão ao nosso lado. Mudar o passado não tiraria a beleza que existe no momento, que sempre pode ser o nosso último, “já que, de fato, é”.

    “Os deuses nos invejam. Eles nos invejam porque somos mortais, porque qualquer momento pode ser o nosso último. Tudo é mais bonito porque estamos condenados. Você nunca vai ser mais bonito do que você é agora. Nós nunca estaremos aqui novamente.” Aquiles (Tróia)

    About Time é o típico filme que será esquecido por muitos, mas ficará sempre na memória daqueles que souberam aproveitar o simplório toque de realidade daqueles que souberam aproveitar.

    PS: Só assisti pela Rachel Mcadams. Adoro ela, hahaha.

    • Pois é… a gente faz muitas reflexões enquanto assiste ao filme. Mas acho que a principal é essa: aproveitar ao máximo o convívio das pessoas que amamos e estão ao nosso redor. E não deixar a beleza do tempo presente passar despercebida. Acho que, além disso, o filme conseguiu tocar um tema “pesado” de maneira leve. A gente começa rindo e termina rindo… preciso assistir de novo 😉

      haha também gosto dela 🙂

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