Reflexão nº 37 – Tudo pode, nada pode: uma questão de ponto de vista

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Foto: www.morguefile.com

Tudo pode, nada pode.

É apenas uma questão de ponto de vista.

Não é porque preciso, mas porque tenho direito.

Não é pelo desejo, mas pela vontade.

Não é pelo prazer, mas porque me faz feliz.

Não é por obrigação, mas porque me faz bem.

Não é por imposição, mas porque me comprometi comigo.

Nem tanto pelo corpo, mas porque alimenta a alma e o espírito.

A verdadeira liberdade é a tomada de consciência.

Mentir é, antes de tudo, enganar a si mesmo.

Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, mas preferi escrever mesmo.

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Reflexão nº 36 – Chimamanda Adichie: “o perigo de uma única história”

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Crédito: TED Talks

Uma única história cria esteriótipos. E o problema dos esteriótipos não é que eles não são verdadeiros, mas que eles são incompletos. Eles fazem uma história se tornar a única história, Chimamanda Adichie.

Mulher, negra e nigeriana. Até pouco tempo, talvez, ler essas palavras me remetesse à imagem da personagem do livro “Pequena Abelha”: uma imigrante ilegal em solo europeu. Uma menina mulher fugindo dos horrores que havia passado em sua terra natal.

Mas não. Essa breve descrição não é prelúdio de uma história sobre alguma refugiada ou sobre mazelas no continente africano. Essas três palavras até poderiam referenciar uma história repleta de dor, mas esse não é o caso.

Conheci a escritora nigeriana Chimamanda Adichie pela leitura de um post do blog Estante na Lua (uma resenha do livro “Americanah”, escrito pela autora). Inspirado pelo post, assisti à “TED Talk” de Chimamanda. Traduzido para o português, o título do vídeo é “O perigo de uma única história”.

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Reflexão n° 35 – “A Vida Secreta de Walter Mitty”: pare de sonhar, comece a viver

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Sugestão: aperte o player acima antes de seguir a leitura

Durante parte da infância, o desenho “Fantástico mundo de Bobby” e o seriado “Mundo da Lua”, da TV Cultura, foram alguns dos meus programas favoritos. Quando criança, muitas vezes, me sentia como Bobby ou como Lucas Silva & Silva: “Planeta Terra chamando! Planeta Terra chamando!”. Deixando minha imaginação me levar aonde ela quisesse. No meu mundo de sonhos, podia ser e fazer o que quisesse. Não havia limites.

Fui crescendo e descobri que, para que sonhos se tornem realidade, é preciso ação. Não há outro caminho. Do contrário, as coisas vão continuar acontecendo apenas no plano da fantasia. O que, no fundo, traz mais frustração que satisfação. Essa é a mensagem principal de “A Vida Secreta de Walter Mitty” (“The Secret Life of Walter Mitty”, 2013): pare de sonhar, comece a viver!

Dirigido e estrelado por Ben Stiller, o filme nos conduz por uma narrativa inspiradora ao som de Queen (“Bohemian Rhapsody”), David Bowie (“Space Oddity”) e Of Monsters and Men (“Dirty Paws”). Só pela trilha sonora já valeria, mas o filme é muito bom! Misturando aventura e drama com leveza e bom humor.

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Reflexão nº 34 – Respirando novos ares: saindo da zona de conforto

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Foto: www.morguefile.com

Por Thaís Carneiro*

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sempre assusta quando chegamos no último ano. Mas, para mim, foi uma experiência incrível. Meu grupo e meu orientador foram ótimos. Claro que tiveram todas aquelas loucuras, porém eu adorava o que estava fazendo e amei ver o resultado que ficou.

Por questões de decisões da vida (uma transferência de faculdade no meio do curso), eu ainda precisava cursar seis meses da faculdade após entregar o TCC. Ou seja, no primeiro semestre de 2015, ainda estaria na faculdade frequentando aulas.

E então começou o momento “desânimo” para mim. Não conseguia me inscrever em trainees, estava difícil para alguém me aceitar como estagiária e o ambiente da faculdade nem sempre nos motiva sobre a profissão.

Passei por um momento de dúvidas (se mudava de profissão ou não), mas algo em meu coração dizia: “Não desista!”.

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Reflexão nº 33 – Viagem no tempo: os homens do futuro

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Foto: www.morguefile.com

O ano é 2051. Um futuro não muito distante. A viagem no tempo se torna possível.

Os cientistas decidem que o primeiro experimento será uma viagem de volta ao passado. Nada mais justo. Presentear um dos pais da viagem no tempo fazendo dele um viajante do tempo. Dar a ele a chance de ver com os próprios olhos que suas teorias haviam se concretizado.

No passado, quando os homens do futuro se apresentaram, ele logo entendeu a mensagem. Não foi preciso muita explicação. Eufórico e ansioso, apenas falou para a mulher que teria que viajar a trabalho. Provavelmente, passaria um mês fora. Em um lugar em que estaria incomunicável. Assim, fez as malas e partiu.

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Reflexão nº 32 – “Click” e o piloto automático

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“Click” (2006) deveria ser um filme de comédia, não é? Então por que quase chorei no meio do filme? Não sei se isso aconteceu com mais alguém.

Considero incrível essa capacidade dos filmes e dos livros de tratar questões tão importantes por meio de representações que “brincam” com um problema. Quando a gente menos espera, a narrativa nos leva à verdadeira reflexão que pretendia.

Adam Sandler interpreta o protagonista da narrativa. Ele é um funcionário dedicado, marido apaixonado e “super-pai” de dois filhos. Não é preciso ser pai nem marido para saber que nem sempre é fácil equilibrar tudo isso.

Um dia, em uma loja de departamento bem típica dos filmes norte-americanos, um funcionário (Christopher Walken) oferece a ele um controle remoto que lhe permite “brincar” com a própria vida como se ela fosse um filme. Acelerar as partes “chatas”, pausar, tirar o som dos personagens que incomodam.

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Reflexão nº 31 – “A ciência de viver é a arte de amar”

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Foto: www.morguefile.com

“Sobre este axioma a toda hora haverás de meditar: a ciência de viver é a arte de amar”, Rubem Dario

Espírito: Olá, Alma.

Alma: Olá, Espírito. Como é bom ver você.

Espírito: Senti que queria falar comigo.

Alma: Queria mesmo. Tenho procurado me manter atenta e consciente. Mesmo assim, nem sempre é fácil saber a decisão certa a se tomar, como agir. Isso me trava. Fico com medo de errar.

Espírito: Não dê tanto valor à possibilidade de erro. O mais importante é a real intenção das suas ações. Acredite mais na sua intuição. Realize o que sente que é o certo a se fazer.

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Reflexão nº 30 – Nossa imensidão

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Por Carolina Rodrigues*

Andar na praia faz bem. E não só pras pernas, pro coração, pra pele ou pra qualquer outra parte do corpo físico. Faz bem à alma.

Você pode ir com música no ouvido ou não, como preferir. Intercalar com uma corridinha leve ou não, como aguentar. Mas o importante, nesse caso, é estar sozinho. Porque aí você consegue sentir aquela paz e aquela tranquilidade que te preenchem todo o ser.

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Reflexão nº 29 – “Questão de tempo” e o significado da vida

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Fonte: Divulgação Universal Pictures

Imagine como seria ter a chance de viver sua vida toda de novo. Passar por tudo que já passou. Como lidaria com as mesmas situações? Que decisões tomaria? Essa é reflexão proposta por “Questão de tempo” (About time, 2013, direção: Richard Curtis), “uma comédia sobre amor, viagens no tempo e o significado da vida”, segundo as palavras do diretor, Richard Curtis (roteirista de “Quatro Casamentos e um funeral”, “O Diário de Bridget Jones” e “Um Lugar chamado Notting Hill”).

Tim (Domhnall Gleeson), protagonista do filme, herda do pai (Bill Nighy) o dom da viagem no tempo. Assim, tem a chance de voltar a momentos do passado tantas e quantas vezes quiser, interferindo diretamente nos rumos da sua vida no tempo presente. Com muita leveza e espirituosidade, pai e filho nos conduzem por essa trama que também conta com Rachel McAdams (Mary), par romântico de Tim.

“Questão de tempo” dá uma sensação que a gente não quer que passe. Somos envolvidos por um clima otimista e inspirados a enxergar sempre o lado bom das coisas, rir dos problemas, ver graça na vida. Mais do que isso, o filme nos inspira a colocar em prática esse olhar espirituoso para com a vida.

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Reflexão nº 28 – As vozes

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No começo, as vozes pareciam sem sentido, como loucos conversando. Alguém perguntava as horas e a resposta que surgia era que dia é hoje.

“O que elas dizem deve ser fruto da minha imaginação. São meros devaneios mentais”.

Era o que ele pensava.

Demorou um tempo para entendê-las. Na verdade, ele é quem andava sem sentido, não elas. Perdido, sem saber para onde ir. E tudo que elas faziam era tentar lhe dar as coordenadas.

“Acorde! Acorde!”.

Mas ele não queria despertar. Era como um adolescente que pede mais cinco minutos de sono aos pais antes de acordar para a escola. Sempre pedia mais um tempo.

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