Reflexão nº 27 – Pelo direito de errar, despertar e tentar outra vez

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Corpo: Alma, desculpe, fiz mer…

Alma: O que houve?

Corpo: Sabe aquela história de começar o dia com o pé direito?

Alma: O que tem?

Corpo: Então, só que não…

Alma: Só que não o quê? Explica logo. O que aconteceu?

Corpo: Sabe como é, né? Deixei os instintos falarem mais alto.

Alma: Toda vez é isso! Não posso tirar a atenção de você. Um minuto basta pra você estragar tudo.

Corpo: Também não exagera, vai. Sem drama. Um pedido de desculpa deve resolver a questão. E nem vem! A culpa também é sua. Esqueceu quem comanda as coisas?

Alma: Tudo bem, vai. Eu sei que sou eu. Mas estou confusa. Vou chamar o Espírito. Do contrário, vamos ficar andando em círculos.

Corpo: Era isso que eu temia.

Alma: Espírito, tô precisando falar com você. Está aí?

Espírito: Sempre.

Alma: Ufa… que bom.

(com ar fraternal, o Espírito pergunta)

Espírito: Me diga, como posso ajudar?

Alma: Então, percebo que nem sempre tenho domínio sobre mim mesma.

Espírito: Humm…

Alma: Muitas vezes, acabo agindo sem pensar. Eu não, né. O Corpo. Enfim… Eu e ele. Nós dois. Quando isso acontece, acabamos metendo os pés pelas mãos. Caso de hoje.

Espírito: Entendo. Bom, vamos com calma. Primeiro, não se culpe. Segundo, quão grave foi a falha?

Alma: Corpo, você ouviu. Qual o tamanho do problema?

Corpo: Já falei. Nada demais. Basta aquele blá, blá, blá de sempre. “Desculpe, deixei o Corpo falar mais alto”. Coloca a culpa em mim e pronto. Assumo meus erros.

Alma: Agora quem está sendo dramático é você. Menos vai.

Espírito: Bom, pelo que nosso amigo diz, a questão parece de simples resolução. Além disso, vocês já deram o primeiro passo: reconheceram que erraram. Mas, mais do que isso, você, Alma, tomou consciência do que te levou a errar. Você errou porque não estava “presente” no momento da ação, não estava inteira, e sabe bem disso.

(Alma respira profundo)

Alma: Mas como faço pra interromper esse processo? Não quero mais agir assim.

Espírito: Aprender a dominar seus instintos é um exercício diário. Os instintos te lembram de comer, descansar, entre tantas outras coisas importantes para sua sobrevivência. Mas, se deixar o Corpo no comando, será guiada apenas pelos instintos. Isso não é bom. Nosso amigo não é muito reflexivo, não é mesmo? Por isso, procure ficar atenta, consciente. Procure se observar. Nada de piloto automático.

Corpo: Qual é a desse cara, hein? Falar mal de mim na minha frente?

(Alma lança olhar repreensivo para o Corpo)

Alma: Humm… Me manter atenta e consciente, me observar e nada de piloto automático. Não deve ser fácil, mas vou tentar.

Espírito: Isso. Mantenha o ânimo. Acredite! Por você e pelo corpo, seu amigo inseparável (com um sorriso fraternal). Lembre-se: a questão não é acertar sempre, mas sempre continuar tentando.

Corpo: Engraçado, ele, né?

Alma: Começo a me sentir aliviada. Sem culpa, então, certo?

Espírito: Certo. Sem culpa. Mantenham sempre a cabeça erguida.

Alma: Corpo, você ouviu?

Corpo: Ok, ok. Já ouvi. Manter a cabeça erguida. (Com ar de “aborrescente”)

Alma: Obrigada, Espírito.

Espírito: De nada. Ah, apenas um detalhe…

Corpo: Eu sabia. Sempre há mais um porém com esse cara.

Alma: Silêncio, Corpo.

Espírito: Sejam felizes.

Aliviada e em paz, a Alma sorri agradecida.

Sobre o autor: Rafael Miramoto, 30 anos. Alguém que gosta de estudar, refletir e compartilhar.

Obs.: a foto dessa reflexão você encontra aqui

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