Reflexão nº 27 – Pelo direito de errar, despertar e tentar outra vez

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Corpo: Alma, desculpe, fiz mer…

Alma: O que houve?

Corpo: Sabe aquela história de começar o dia com o pé direito?

Alma: O que tem?

Corpo: Então, só que não…

Alma: Só que não o quê? Explica logo. O que aconteceu?

Corpo: Sabe como é, né? Deixei os instintos falarem mais alto.

Alma: Toda vez é isso! Não posso tirar a atenção de você. Um minuto basta pra você estragar tudo.

Corpo: Também não exagera, vai. Sem drama. Um pedido de desculpa deve resolver a questão. E nem vem! A culpa também é sua. Esqueceu quem comanda as coisas?

Alma: Tudo bem, vai. Eu sei que sou eu. Mas estou confusa. Vou chamar o Espírito. Do contrário, vamos ficar andando em círculos.

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Reflexão nº 26 – A felicidade é uma escolha

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Por Carolina Rodrigues*

Outro dia, entrevistei uma palestrante motivacional (Leila Navarro) que, entre outros assuntos, me apresentou um conceito interessante da “felicidade”. Para ela, a felicidade é uma escolha de todos – isso parece até óbvio quando paramos pra pensar – mas aí é que está. A gente não pensa nisso com frequência.

Pra mim, essa história de escolher ser feliz significa uma atitude e uma postura positiva, em todos nós.

Isso também parece muito com algo que ouvi há um tempo durante uma aula de yoga. Minha professora disse: “você é responsável pela sua energia”. Essa frase causou um impacto muito forte em mim. Desde então, levo essa ideia comigo e acredito que vou encará-la como um mantra até o fim da vida.

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Reflexão nº 25 – “Conhecer-se, vencer-se e conquistar-se”

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“Oh, do you speak in english?”

Quando você está longe de “casa”, uma maneira de quebrar o gelo é cumprimentar os surfistas que estão na água. Naquela tarde, com um sorriso no rosto e uma expressão de alívio, um norte-americano de San Diego respondeu meu “Hi” com essa frase. Nosso breve diálogo dentro da água aconteceu em uma praia chamada Popoyo, na Nicarágua, na América Central.

A gente vê Popoyo do alto de um penhasco. É um visual incrível. Apesar de termos entrado na água apenas à tarde, eu e meu parceiro de viagem Bruno Amodio já havíamos passado por ali de manhã. O mar estava começando a funcionar, mas o excesso de surfistas (crowd, na gíria do surf) nos afastou.

Àquela altura da viagem, já havíamos enfrentado crowd e mar pesado em duas praias chamadas Puerto Sandino e Punta Miramar. Chegamos a ver Sandino funcionando com 7 pés (2,1 metros). Um pouco assustador para um cara habituado a surfar ondas de, no máximo, 4 pés (1,5 metro). Por isso, naquele momento, já buscávamos paz e tranquilidade.

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Reflexão nº 24 – Perdendo o medo de ser feliz

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Por muito tempo, havia procurado pela chave que a tiraria daquele quarto escuro e sombrio. Mas, agora, depois de finalmente ter encontrado a chave, tinha medo de abrir a porta.

Era uma sensação que quase nem ela entendia. O que a paralisava? O medo do novo? O medo de ser feliz? Ao mesmo tempo, queria sair. Estava confusa, com sensações e pensamentos contraditórios.

Sem pensar muito, seguindo o instinto de sobrevivência, tomou coragem e abriu a porta. Mas a luminosidade a fez baixar a cabeça, os olhos quase fecharam. Depois de tanto tempo na escuridão, a luz agora incomodava sua visão. Aquela sensação quase a fazia voltar, recuar.

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Reflexão nº 23 – O poder de parar o tempo: um gol como Pelé

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Foto: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC

O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé, Carlos Drummond de Andrade

Quando Neymar arrancava para um gol, sentíamos que ia marcar. A energia que ele transmitia não deixava dúvidas. Logo que ele pegava na bola e iniciava a corrida, sabíamos que aquele lance ia terminar no fundo das redes. Era como se aquele gol já existisse no “mundo das ideias” de Neymar. Ele apenas materializava o feito, tornava ele concreto aos nossos olhos.

Assim, nossa comemoração nascia no momento em que ele tocava na bola com aquela vibração que já conhecíamos. À medida que ele se aproximava do ápice, do ato final, a comemoração ia tomando corpo, crescendo. E, de dentro para fora, explodia quando a bola cruzava a linha do gol.

Neymar desafiava a física, fazia o tempo parar por um instante. Na fração de segundo seguinte, o estádio inteiro vinha abaixo.

O dom de congelar o tempo e fazer com que um momento se torne inesquecível parece andar de mãos dadas com nossa verdadeira vocação. Essa capacidade é, certamente, um dos “lances” da genialidade que cada um de nós carrega.

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Reflexão nº 22 – Amar o próximo como a nós mesmos

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Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.

E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.

Marcos 12:30-31

Alma: Espírito, está aí?

Espírito: Sempre.

Alma: Estou com uma dúvida.

Espírito: Vamos lá. Diga.

Alma: Às vezes, sinto que estou evoluindo, mas, quando olho ao meu redor, vejo que há muitas outras Almas “melhores” que eu. Minha intuição diz que não devo me frustrar, mas, mesmo assim, não tenho certeza se estou no caminho certo.

Espírito: Nossa evolução é uma luta que travamos com nós mesmos. Cada vida é uma vida, com suas próprias conquistas e desafios. A Terra não para quando partimos, mas nossa existência aqui é única. Não há ninguém igual a ninguém. Cada um de nós é um.

Alma: Humm. Nesse sentido, somos insubstituíveis, certo?

Espírito: Certo.

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Reflexão nº 21 – “Se eu estiver atrapalhando, você fala, tá?”

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Fotos: Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC

Procura para teu descanso a consciência do teu Eu Real, a Verdade eterna. Deixa longe de ti os cuidados mundanos e a avidez de possessões materiais. Concentra-te em ti mesmo, e não te entregues às ilusões do mundo finito, “Bhagavad-Gîtâ: a mensagem do mestre”

Uma das partes boas de se trabalhar no Santos FC é que, a qualquer momento, você pode cruzar com um ídolo do clube pelos corredores da Vila. Durante parte do período que lá estive, duas ou três vezes por semana, o Pepe nos dava esse prazer. Ele entrava na sala do departamento de Comunicação, cumprimentava a todos com sua “fofura” e sentava para contar histórias.

Sempre servíamos para ele um chá de máquina que o Canhão da Vila adora. A partir dali, com toda sua sabedoria, compartilhava conosco suas memórias, lembranças de uma trajetória vivida com plenitude dentro e fora dos campos.

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Reflexão nº 20 – Eu, Coutinho, Falcão e uma Libertadores

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Fotos: Clovis Fabiano / Futebol Tour

Quando saí de casa naquela quinta-feira (14/04/2011), pensava se conseguiríamos vencer o Cerro Porteño, no Paraguai, mesmo sem Neymar e Elano. Aquela partida valia a sobrevivência do Santos FC na Libertadores. O resultado podia significar um passo importante rumo às oitavas ou uma eliminação precoce na primeira fase.

Por isso, o ano do clube estava em jogo naquela noite. Aquela partida representava um divisor de águas em relação ao restante da temporada. Podia nos colocar no céu ou no inferno. Quis o destino que o jogo ainda acontecesse no mesmo dia em que o clube comemorava 99 anos de existência. Esse era nosso clima de trabalho naquele dia.

Apesar de toda essa atmosfera de ansiedade, os dias em que o Santos FC jogava fora de casa costumavam ser tranquilos para mim. Normalmente, não havia muito o que fazer até a hora do jogo. Como editor do site, eu costumava deixar tudo programado na véspera. Salvo raras exceções, tinha que fazer apenas alguns ajustes no site. Então, no mais, era esperar até a partida começar.

Mas aquela quinta-feira reservava algo de especial. Muito além do que qualquer coisa que eu pudesse imaginar.

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Reflexão nº 19 – “Nosso pálido ponto azul”

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(…) nossa pretensa importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, em meio a toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos, Pálido Ponto Azul, Carl Sagan

No livro “Pálido Ponto Azul” (1994), o ex-cientista Carl Sagan nos coloca diante da nossa “irrelevância” em termos universais e mata qualquer grau de soberba que possa habitar em nós. Mas, ao mesmo tempo em que nos coloca no devido patamar de humildade, a narrativa nos faz pensar sobre o “milagre” da vida na Terra (Ainda não terminei o livro, mas essas são as impressões até o momento).

Somos uma exceção dentro de um vasto universo. A vida em nosso planeta só foi possível graças a uma série de acontecimentos que se sucederam desde o Big Bang. Nossa existência só é possível porque as leis da natureza são exatamente como são.

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