Reflexão nº 18 – Vida, amor e diversão

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Durante um período da vida, eu sonhava em ter um trabalho que girasse em torno do surf e da música, duas atividades que fazem minha alma vibrar. Por isso, eu “invejava” a vida de caras como Ben Harper, Donavon Frankenreiter, G-Love e Jack Johnson. Pensava no quanto eles deviam ser felizes por poderem trabalhar nesse universo.

Nessa fase, meus fins de noite costumavam ser em frente ao computador, vendo clipes e tentando tocar as músicas deles no violão. Em especial, eu gostava muito de ouvir uma música chamada “Life, love & laughter” (veja o clipe no fim do texto), do Donavon. Ela representava justamente o estilo de vida que eu queria ter: viver intensamente, amar muito a vida e dar muitas risadas, ser verdadeiramente feliz.

Não por acaso, fiz uma prancha com essas três palavras escritas nela: life, love e laughter. Algum tempo depois, descobri que o Donavon iria fazer um show no Guarujá. A apresentação aconteceria na praia, em frente ao aquário Acqua Mundo, e seria aberta ao público. Um final de tarde em um dia de semana.

Conversei com meu chefe, na época o Arnaldo Hase, e pedi autorização para sair mais cedo do Santos FC no dia do show. O único detalhe que esqueci foi calcular o tempo do trajeto com trânsito e balsa até o Guarujá.

Quando consegui estacionar o carro, o show havia acabado de terminar. Mesmo com toda minha torcida, o Donavon não atrasou, subiu no palco no horário determinado. Aquilo fez toda minha adrenalina ir abaixo. Foi um balde de água fria.

Quando pensei que tudo estivesse perdido, consegui falar com uma amiga de clube que também havia ido ao show. Por coincidências da vida, a Nathalia Petrovich conhecia o pessoal da produção.

“Rafa, corre até aqui! Estamos atrás do palco”.

Eu corri como nunca ao lado do também amigo de clube Vinicios Oliveira, que havia me acompanhado para a missão “show do Donavon”. Encontramos a Nath no fundo do palco. Com o coração acelerado, fui até o camarim e tirei uma foto com Donavon e seu companheiro de palco Matt Grundy.

Ouvi do Donavon a frase: “Nice t-shirt” (Eu estava com uma camiseta que tinha uma foto do Elvis Presley com pose de presidiário, a mesma da foto do início do texto). Esse foi nosso longo diálogo.

Depois desse momento de fã, ainda assisti ao Donavon mergulhar com os tubarões no aquário do Guarujá. Foi um dia bastante intenso. Muito além do que podia imaginar nas noites em que estava em casa, no meu quarto, ouvindo “Life, love & laughter”, vendo o clipe da música repleto de imagens do Donavon surfando e se divertindo.

Mas a vida ainda me reservara mais uma surpresa com o Donavon. Algum tempo depois daquele show no Guarujá, descobri que ele viria a Santos para mais um show aberto ao público. Então, comecei a sonhar com a possibilidade de convidá-lo para conhecer o Santos FC.

Conversei com a Amanda Denti, relações públicas do clube. Ela gostou da ideia na hora. Com a ajuda do Fabio Maradei, na época assessor de imprensa da equipe profissional, a Amanda fez contato com a produção do show, o grupo Alma Surf. Eles também toparam na hora.

Dias depois, recepcionávamos o Donavon na porta do Memorial das Conquistas, o museu do Santos FC na Vila Belmiro. Naquele dia, deixei um pouco o profissionalismo de lado e levei minha prancha para ele autografar (aquela com os dizeres life, love e laughter). O Donavon ficou amarradão ao ver o nome da música dele escrito na prancha. Ele demonstrou surpresa e gosto de acreditar que estava tão feliz quanto eu. Tiramos fotos, pedi autógrafos e tudo o mais que tinha direito.

Após esse breve momento “fã / ídolo”, veio um convite surreal: o Donavon me chamou para surfar com ele antes do show daquela tarde / noite no Quebra-Mar. É claro que aceitei na hora. Eu não precisava nem entrar na água. Aquele convite já fazia com que eu tivesse ganho o dia. No fim das contas, as pranchas dele não chegaram a tempo, mas, de qualquer forma, aquele convite já era impagável.

Com muito humor e simpatia, o Donavon conheceu a Vila, entrou no gramado, bateu bola e partiu para o CT Rei Pelé. Lá, ganhou das mãos do Neymar uma camisa 10 do Santos FC personalizada com o nome Donavon nas costas.

Ele parecia estar bastante feliz com aquela tarde. Após esse momento com o Neymar, eu e o Clayton Galvão (na época editor da Santos TV) entrevistamos o Donavon para o canal do clube no YouTube (clique aqui para assistir), mais uma boa lembrança para guardar de recordação.

Depois, a convite da produção do show e do próprio Donavon, assistimos à apresentação dele de “camarote”. No fundo do palco em que ele e Matt Grundy se apresentaram.

Certamente, aquele foi um dos dias de trabalho mais felizes que já tive. Naquela tarde, percebi que não importava o tamanho do sonho, eu tinha o direito de sonhá-lo. Com algum esforço e um pouco de sorte, ele poderia se realizar. A gente faz a nossa parte e o universo faz a dele.

Veja no player abaixo o clipe de “Life, love & laughter”

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