Reflexão nº 17 – Um sonho sobre o mundo

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(…) quando analisamos o conceito de vocação, ele não é mais do que (…) a convocação de cada cidadão para aportar na sua sociedade com o que de forma mais inteligente e melhor sabe e pode fazer pelos demais, “A vocação nossa de cada dia”, Michel Echenique 

Imagine como seria viver em um mundo em que os finais de domingo não são depressivos, nem as segundas-feiras são desanimadoras. Todos os dias seriam como as sextas-feiras, estaríamos altamente motivados. Não necessariamente porque o dia seguinte é sábado, mas porque todos os dias sairíamos da cama para realizar exatamente aquilo que nascemos para fazer.

Um mundo em que as pessoas pudessem desempenhar sua verdadeira vocação, em que fazer o que se gosta não é exceção, mas regra. Esse processo poderia representar o fim de algumas profissões, mas, se nesse mundo não houvesse mais lixeiros, por exemplo, aprenderíamos desde cedo a cuidar do próprio lixo. Aprenderíamos a ter responsabilidade pelos próprios atos, por tudo que produzimos, consumimos e desperdiçamos.

Certamente, esse mundo também daria nascimento a outras profissões. Aptidões e qualidades que, muitas vezes, nem sonhamos que poderiam ser uma profissão. Esse mundo valorizaria o que há de melhor em cada um de nós, respeitando nossos limites e nos incentivando a alçar voos mais altos no campo da nossa vocação. Desde cedo, aprenderíamos a nos conhecer, enxergar nossas qualidades e defeitos.

Assim, os indivíduos aprenderiam como potencializar suas aptidões e qualidades tanto para o desenvolvimento interior quanto para sua parcela de doação para a construção de um mundo melhor. Afinal, não é só o planeta que precisa de desenvolvimento sustentável, nós também precisamos nos manter saudáveis, física e espiritualmente.

Logo, não haveria profissões mais nobres que outras. Bom, talvez, nesse momento, alguns indivíduos voltassem a querer trabalhar como lixeiros, não por necessidade, mas por vocação. Porque sentiriam que a sociedade reconhece seu valor fundamental.

Nesse mundo, mestres não teriam receio de serem superados pelos próprios discípulos. Afinal, os verdadeiros mestres querem mais é ver os verdadeiros discípulos se tornando mestres também.

As crianças aprenderiam desde cedo que não há nada de errado com nossas diferenças, já que são elas que nos tornam completos enquanto sociedade. Assim, se sentiriam à vontade para serem elas próprias, sem se preocupar com o que o outro vai pensar. Logo, teríamos felicidade com plenitude, pois poderíamos viver como realmente somos, sem medo de julgamentos.

Entenderíamos de fato que somos todos irmãos e amaríamos o outro como a nós mesmos. Dessa forma, os indivíduos seriam mais tolerantes com eles próprios e com o mundo ao redor deles. Todos teriam o direito de errar e recomeçar.

Nesse mundo, o valor de cada ser humano seria medido pelo que ele é e não pelo que ele tem. Logo, não haveria razão para acúmulo de riquezas. Tudo seria distribuído de maneira igualitária. Por isso, não haveria espaço para desigualdades.

Nesse mundo, tudo que fugisse dos ideais de bem, beleza, justiça e verdade não seria levado adiante. Simplesmente porque não faria sentido perder esse foco.

Nesse mundo, não seria proibido sonhar.

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