Reflexão nº 14 – Terapia de risco: um novo despertar

caminho_escadas_vegetacao_passagem_trilhaUm estalo fez o homem despertar. Como quem sai de um transe, abriu os olhos. Assustado, pensou estar sonhando. Realidade ou imaginação? A mais pura realidade, sua própria vida.

De repente, se sentiu um estranho. Se perguntou por onde tinha andado todos aqueles anos. O que tinha feito? Os sonhos de criança não se concretizaram.

Agora, já era um adulto. Pai de crianças que também sonham. Pensou nos filhos. Enxergou eles como nunca havia enxergado até então. Começou a chorar. Era um choro feliz. Estava engasgado há anos na garganta.

Então, se perguntou: “O que fazer?”. Não era mais possível seguir pelo mesmo caminho agora que saíra do transe. Depois que percebeu que vinha andando pela via errada, realizou que não dava mais. Nem por um segundo.

Há tempos vinha travando diálogos com o próprio espírito. Agora, finalmente entendia.

Mas como explicar isso para as pessoas a sua volta? A maioria delas também estava em transe. Quase ninguém iria entender. Somente alguns. A esposa certamente entenderia. Bom, era o que bastava.

Levantou a cabeça e percebeu que estava diante da terapeuta. Ela sorriu e lhe deu alta.

Num piscar de olhos, estava na rua. Sentiu o ar de uma maneira que nunca havia sentido. Era um ar puro. O sol brilhava no alto.

Sentiu-se invadido por uma sensação de felicidade que não sentia desde a infância, desde a última vez que sonhara. A vida apenas retribuía a felicidade que emanava de dentro dele.

A caminho de casa, duas paradas. A primeira na doceria. Queria levar aos filhos uma boa dose de morango, chantily e doce de leite. A segunda na floricultura. Queria levar rosas brancas para a esposa.

Já na porta de casa, um buquê em uma das mãos. Os doces na outra. No rosto, um sorriso que vinha da alma. A vida fazia sentido outra vez.

Sobre o autor: Rafael Miramoto, 30 anos. Alguém que gosta de estudar, refletir e compartilhar.

Crédito da foto: www.morguefile.com

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