Reflexão nº 9 – Saindo da “caverna”: diálogo entre Corpo, Alma e Espírito

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Em uma “caverna” há tempos esquecida, um indivíduo está prestes a nascer…

Alma: Corpo, está acordado?

Corpo: Agora, estou.

Alma: Não tenho conseguido dormir. Algo me falta, mas não sei bem o quê. Sinto um vazio.

Corpo: Feche os olhos que passa. Mas se estiver com muita fome, posso buscar algo para você comer.

Alma: Não é disso que estou falando. Sinto um vazio interior, na minha existência. Sinto que há algo além das paredes dessa “caverna”.

Espírito: Olá.

Alma: Quem é você? E que luz é essa? Onde estamos?

Espírito: Sou seu Eu verdadeiro. Carrego sua essência mais profunda. Onde estão depositados seus valores. Represento o que há de comum entre todos os seres humanos. Estava esperando o seu chamado. Essa luz vem do sol. Há muito mais nesse mundo além dos limites da “caverna”.

Corpo: Alma, quem é esse cara? Do que ele está falando? Que lugar é esse?

Alma: Parece que conheço ele de algum lugar, mas também não tenho certeza de onde. Mas ele não me é estranho. Parece que também conheço essa paisagem. Vamos tentar ficar tranquilos.

Espírito: Sinto que vocês têm andado no vazio. Estou aqui para esclarecer algumas coisas.

Alma: Isso é verdade. Tenho estado meio indecisa sobre que caminhos tomar. Me sinto perdida.

Corpo: Concordo. Já não aguento mais tanta indecisão. Estou ficando louco com tantas idas e vindas. Só temos andado em círculos.

Espírito: Um dos nossos grandes mestres dizia que aprender é se lembrar. Gostaria de ajudá-los a fazer esse exercício. Prepará-los para seu segundo nascimento. O nascimento como indivíduo.

Corpo: Alma, esse cara está me deixando confuso. Que papo é esse de segundo nascimento?

Alma: No começo, eu também estava, mas estou começando a ficar curioso para saber o que ele tem a nos dizer. Estou tendo uma boa intuição sobre ele.

Corpo: Lá vem você de novo com esse papo de intuição. Você sabe que sou um cara cético. Só acredito no que vejo. No que é concreto, na matéria.

Espírito: Alma, por favor, explique ao Corpo que você é nosso elo de ligação. Explique para ele que, se você ouvir o que tenho a dizer, toda essa confusão vai passar.

Alma: Corpo, um pouco de paciência. Sinto que esse cara tem algo bom a dizer.

Corpo: Alma, se você insiste, não tenho muito o que fazer. Diz pra ele que tudo bem então. Vamos dar um voto de confiança pra ele.

Espírito: Eu preservo os valores mais profundos da nossa existência. O Bem, o Belo, o Justo e a Verdade. Alma, a partir de agora, quando tiver alguma dúvida, quero que converse comigo. Mas tenha sempre esses quatro valores como norte.

Alma: Parece que estou me lembrando. Memórias que deixei para trás. Estou me sentindo em paz agora. Obrigado.

Espírito: Não há de quê. Agora que despertou, estarei sempre aqui quando precisar. Na verdade, eu sempre estive, mas aguardava seu chamado.

Corpo: Alma, diz pra esse cara que também agradeço. Só que essa história me deixou com uma fome danada. Vamos embora?

Alma: Espírito, desculpe meu amigo. Ele não tem muito crivo, mas é uma boa pessoa. Nos vemos em breve, então?

Espírito: Sempre que precisar.

A título de curiosidade

Aprendi há pouco tempo com a filosofia à maneira clássica que somos compostos por espírito, alma e corpo. O espírito é a morada das nossas ideias mais profundas, nossos valores, preserva o que temos em comum enquanto seres humanos. A alma é composta pela mente e pelos nossos sentimentos. Ambos são os instrumentos que usamos para executar ideias. O corpo é nosso corpo físico propriamente dito. A alma ainda estabelece o elo de ligação entre espírito e corpo.

Ainda segundo a filosofia à maneira clássica, um indivíduo nasce quando conquista liberdade de consciência no sentido mais profundo, quando se torna capaz de fazer escolhas sem manipulação. Esse momento representa nosso segundo nascimento.

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2 comentários sobre “Reflexão nº 9 – Saindo da “caverna”: diálogo entre Corpo, Alma e Espírito

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